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Keiko pede que se evite ‘pena de morte’ ao fujimorismo

Keiko pede que se evite ‘pena de morte’ ao fujimorismo

Líder do Força Popular e filha do ex-presidente (1990-2000) Alberto Fujimori, Keiko Fujimori é fotografada em sua casa em entrevista à AFP em Lima no dia 25 de novembro de 2020 - AFP

“Se querem nos eliminar, deve ser por meio do voto popular”, disse a líder oposicionista peruana Keiko Fujimori, criticando que fique nas mãos de um juiz a decisão de marginalizar, ou não, das eleições de 2021 o movimento político criado por seu pai há três décadas.

“Esse pedido de suspensão, se for concedido, na verdade o que concede é a pena de morte para o partido”, disse Keiko em entrevista à AFP em sua casa em Lima, dias antes de o juiz Víctor Zúñiga decidir se desqualifica o partido de direita Força Popular liderado por ela há 25 meses.

“Há 25.000 militantes e milhares de seguidores que seriam impedidos do direito constitucional de finalmente eleger” o novo presidente e o novo Congresso, indica Keiko.

Ela enfrenta o pedido da Procuradoria poucos meses após sua libertação, depois de 16 meses em prisão preventiva.

Enquanto o Peru tenta emergir de uma crise política que o levou a ter três presidentes em uma semana, Fujimori enfrenta uma de suas maiores ameaças desde que Alberto Fujimori foi eleito presidente do Peru em 1990.


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Keiko, que aos 45 anos esteve duas vezes perto de ganhar a Presidência (em 2011 e 2016), é a sucessora natural de Fujimori, mas suas opções para concorrer nas eleições de 2021 estão agora nas mãos do mesmo juiz que a enviou para a prisão.

Zúñiga deve decidir se aceita um pedido do procurador José Domingo Pérez e suspende todas as atividades do Força Popular por 25 meses, enquanto as investigações sobre as supostas contribuições ilegais de campanha da gigante brasileira da construção Odebrecht avançam.

A audiência judicial começa na próxima segunda-feira (30), uma semana antes das primárias do partido, o que complica o calendário eleitoral do Força Popular. Não há data para a decisão.

Keiko nega ter recebido dinheiro ilegal por suas campanhas e afirma que o procurador Pérez está obcecado em persegui-la.

“No total, estou presa injustamente há mais de 480 dias. Como [o procurador] não conseguiu me manter presa, agora o que ele busca é eliminar todos os Fujimori”, diz. “O que peço é que o povo decida” nas urnas.

– O legado do patriarca –

Keiko deve sua liderança em grande parte à popularidade de seu pai, o ex-presidente de ascendência japonesa que foi condenado em 2009 a 25 anos de prisão por corrupção e crimes contra a humanidade sob seu governo (1990-2000).

Apesar de sua condenação, muitos peruanos admiram Alberto Fujimori porque ele derrotou a guerrilha e interrompeu a hiperinflação herdada de Alan García.

O Força Popular conquistou 73 do total de 130 cadeiras do Congresso em 2016, o que lhe valeu a hegemonia no Legislativo, mas se tornou minoria nas eleições extraordinárias de janeiro passado, ganhando apenas 15.

Descrito como um amálgama populista de conservadorismo moral e economia neoliberal, desde 1990 o fujimorismo conquistou votos em todos os estratos sociais.

Keiko foi considerada a pessoa mais poderosa do Peru entre 2016 e 2018, quando o Força Popular deixou o então presidente Pedro Pablo Kuczynski de mãos atadas até que ele foi forçado a renunciar em março de 2018. Não teve sucesso, porém, nas tentativas de subjugar seu sucessor Martín Vizcarra.

Na crise atual, o fujimorismo não teve qualquer protagonismo, embora tenha contribuído com votos para destituir Vizcarra e substituí-lo por Manuel Merino. Este último renunciou cinco dias depois, em meio a protestos multitudinários no país.

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