A candidata conservadora à presidência do Peru, Keiko Fujimori (Força Popular), rejeita a proposta de seu adversário, o esquerdista Roberto Sánchez, para uma recontagem completa dos votos do segundo turno. A decisão foi anunciada em 15 de junho, em Lima, em meio a uma disputa eleitoral acirrada no país andino.
O que aconteceu
- Keiko Fujimori recusa recontagem total de votos no Peru, alegando que a legislação permite apenas a revisão de cédulas contestadas.
- A candidata anuncia que deixará o país temporariamente para acompanhar a filha no exterior, mas garante que manterá diálogo e comunicação com sua equipe.
- A eleição presidencial no Peru permanece indefinida, com Keiko ligeiramente à frente de Sánchez, e as autoridades pedem celeridade na apuração.
A representante do partido Força Popular justificou que as normas nacionais permitem unicamente a revisão dos votos contestados, que somam aproximadamente 1.550 cédulas em todo o território. “São os órgãos e instituições do Estado que solicitam a recontagem e decidem o resultado final”, declarou Keiko a jornalistas, aconselhando seu oponente a estudar a lei eleitoral.
Diálogo e ausência temporária
Apesar da recusa em recontar todos os votos, a filha do ex-presidente Alberto Fujimori prometeu manter o diálogo aberto. Novas declarações foram adiadas por uma ou duas semanas, prazo previsto para a conclusão da apuração.
Contudo, a candidata informou que fará uma viagem temporária ao exterior para acompanhar sua filha, Kyara, em seus estudos. “Fiz uma promessa a Kyara de estar ao seu lado nesta jornada, quando ela inicia esta nova etapa de sua vida”, explicou Keiko.
Mesmo com a ausência, Keiko Fujimori assegurou que permanecerá em comunicação constante com os delegados de seu partido para acompanhar os desdobramentos eleitorais.
A eleição no Peru segue indefinida?
De acordo com a última atualização oficial do pleito, com 98,59% das urnas apuradas, Keiko Fujimori detém uma vantagem de pouco mais de 18 mil votos sobre Roberto Sánchez. Essa margem extremamente estreita mantém a eleição em um cenário de indefinição.
O Escritório Nacional de Processos Eleitorais (Onpe) reforçou que a proclamação de um vencedor só ocorrerá após a finalização dos “processos de resolução das atas contestadas e quaisquer audiências de recontagem”.
Em meio a este cenário de suspense, o presidente interino do Peru, José María Balcázar, instou a Onpe a “redobrar os esforços” na contagem das atas. O objetivo é “acelerar o processo” para que o nome do próximo chefe de Estado seja anunciado “o mais rápido possível”.
*Com ANSA