Kast interrompe regularização em massa de migrantes no Chile

O novo governo do ultradireitista José Antonio Kast interrompeu a regularização de 182.000 migrantes no Chile, promovida pela administração anterior do esquerdista Gabriel Boric, informou nesta segunda-feira (30) o Serviço Nacional de Migrações à AFP.

Segundo um comunicado, o governo do presidente Boric havia deixado pronto um decreto para regularizar cerca de 182.000 pessoas que participaram de um processo de registro de migrantes que entraram de forma irregular no país.

“Não vamos realizar uma regularização em massa como foi proposto no governo de Boric”, afirmou o diretor do Serviço Nacional de Migrações, Frank Sauerbaum.

A autoridade acrescentou que, “felizmente”, o decreto “não foi implementado porque hoje soubemos que 6.000 pessoas das 182.000 já cometeram um crime”.

Kast prometeu promover a expulsão dos quase 337.000 migrantes irregulares, em sua maioria venezuelanos, que vivem atualmente no Chile, de acordo com dados oficiais.

Cinco dias após assumir o poder, viajou à região de Arica, na fronteira com o Peru, para supervisionar a construção de barreiras contra a entrada de migrantes.

Seu governo também anunciou o envio ao Parlamento de dois projetos de lei destinados a conter a migração.

Um deles para punir quem ajudar migrantes a entrar irregularmente no Chile, e outro que transformaria em crime a entrada ilegal no país.

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