O presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, afirmou nesta segunda-feira, 30, que o pré-candidato do partido e governador de Goiás, Ronaldo Caiado, não terá “constrangimento” de apontar críticas à gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro na campanha eleitoral. O dirigente foi questionado em coletiva de imprensa se Caiado não seria linha auxiliar do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) nos debates.
“Não teremos nenhum constrangimento de apontar falhas do governo Bolsonaro, do bolsonarismo, do governo Lula (PT) e do petismo”, disse após a oficialização do nome Caiado como pré-candidato do PSD à Presidência da República no diretório da sigla, em São Paulo (SP).
Em seu discurso, Caiado destacou que seu primeiro ato se eleito presidente será conceder anistia aos condenados pelos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023. Ele salientou que deve anistiar Jair Bolsonaro, mesmo com a possível constatação de inconstitucionalidade pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
“Essa é a proposta de Ronaldo Caiado, sem revanchismo, sem ódio, mostrando efetivamente os grandes problemas do Brasil”, afirmou Kassab. “Infelizmente, essas duas alternativas já foram governo (Bolsonaro e PT), e os problemas ainda não foram resolvidos.”
Ao longo da entrevista, Kassab relatou que Caiado está conversando com o marqueteiro Paulo Vasconcelos para trabalhar em sua campanha.
O dirigente também comentou sobre a possibilidade do ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), ser vice de Caiado. Kassab disse respeitar a candidatura do mineiro e afirmou contar com o seu apoio caso o postulante do PSD avance ao segundo turno do pleito.