PSD ‘não tem pressa’ para escolher vice na chapa de Caiado, diz Kassab

Presidente nacional da sigla afirmou que assunto ainda não foi discutido e deve ser tratado em junho

Luma Venâncio/IstoÉ
Presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab Foto: Luma Venâncio/IstoÉ

O presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, afirmou que o partido não possui “nenhuma pressa” para selecionar o nome do candidato a vice-presidente na chapa de Ronaldo Caiado. A declaração foi dada durante coletiva com jornalistas nesta segunda-feira, 27, após evento grupo empresarial Lide em São Paulo.

“Nós não temos pressa. Em nenhum momento foi discutido a questão da [vaga] de vice. A partir de junho a gente discutirá isso — Caiado e a direção partidária”, disse Kassab.

O ex-secretário do governo de São Paulo também inteirou que a intenção é escolher alguém que some votos para vencer as eleições e, ao mesmo tempo, “ajude o Caiado a governar” em uma eventual vitória. Kassab não esclareceu, no entanto, se a chapa do PSD deve ser pura ou se dará lugar para uma coalização partidária.

Na avaliação de Kassab, havia necessidade de anunciar os candidatos à presidência com agilidade devido aos prazos eleitorais — os três nomes cotados para representarem o PSD atuavam como governadores e precisavam renunciar até o dia 4 de abril. Tendo em vista que as convenções partidárias começam apenas em julho, a legenda optou por postergar a articulação da composição da chapa.

Dentro do PSD, apoio se divide entre Caiado e Lula

Kassab também minimizou o peso dos palanques regionais na disputa presidencial. Questionado pela IstoÉ sobre as divergências internas no partido em relação ao apoio a Caiado, o presidente do PSD afirmou que os diretórios estaduais têm autonomia e que, na era digital, os candidatos à Presidência conseguem se comunicar diretamente com o eleitorado, sem depender necessariamente de intermediários regionais.

A declaração ocorre após manifestações de lideranças como o senador Otto Alencar (PSD-BA) e o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira (PSD-MG), que já indicaram preferência por Lula em detrimento de Caiado.

A posição do partido frente às terras raras

Ao ser questionado sobre as terras raras brasileiras — mais especificamente em relação à venda mineradora Serra Verde, articulada por Caiado –, Kassab elogiou o correligionário e classificou o acordo feito pelo ex-governador de Goiás como “cooperação”. O presidente nacional do PSD rechaçou as críticas sobre “entreguismo” e sustentou que a ação vai, na verdade, “atrair” tecnologia e investimentos para o solo nacional.