O presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, afirmou que o pré-candidato do partido, Ronaldo Caiado, é a opção “mais completa” para disputar a Presidência do Brasil por possuir a “ficha limpa”. A declaração foi feita nesta segunda-feira, 27, durante evento promovido pelo grupo empresarial Lide em São Paulo.
“O candidato [à Presidência] mais completo, o único que não possui nenhuma acusação, é o Ronaldo Caiado”, disse Kassab ao comentar a corrida de outubro.
O ex-secretário do estado de São Paulo recolocou a corrupção como questão central da campanha eleitoral de 2026 e, ainda que sem citar casos específicos, diferenciou Caiado como um nome sem envolvimento com escândalos jurídicos.
Para isso, Kassab fez uma retrospectiva sobre os anos de redemocratização do Brasil e aproveitou para tecer críticas tanto ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) quanto ao ex-mandatário Jair Bolsonaro (PL). O presidente do PSD afirmou que o bolsonarista não possuía “nenhuma vocação para a vida pública” e que “na democracia, é preciso respeitar o resultado das urnas”.
Lula e o filho de Bolsonaro, Flávio (PL-RJ), devem ser os principais protagonistas do pleito, ao passo que o PSD tenta apresentar-se como uma “terceira via” — mesmo com a escolha de Caiado, que representou preferência pela ala mais conservadora do partido. Segundo declarou Kassab, a polarização política do país continua vigente porque “Lula e Bolsonaro” ainda estão na grade de nomes presentes na urna.
+ Escolha do PSD por Caiado premia antecedência e discurso antipetista
PSD reitera apoio a Tarcísio em SP
Mais cedo, Kassab havia reiterado o apoio do PSD à reeleição do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) em São Paulo. Durante participação no 8º Fórum Paulista de Desenvolvimento, em Itu, o presidente do partido afirmou estar feliz com a campanha do republicano e descartou qualquer possibilidade de aliança com o PT no estado.
O aceno acontece após o vice da chapa de Tarcísio, Felício Ramuth, deixar o partido de Kassab para se filiar ao MDB. Em meio ao imbróglio, o PT sinalizou intenção de atrair o PSD — ao menos parcialmente — à candidatura do ex-ministro Fernando Haddad, que voltará a enfrentar Tarcísio após a derrota de 2022.