O presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, afirmou nesta terça-feira, 7, que a candidatura presidencial da chamada “terceira via”, encampada pelo governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), mira em 15% dos votos para ser considerada um sucesso. Durante participação em painel do 12º Fórum Anual de Investimentos do banco Bradesco BBI, Kassab enfatizou a importância de uma alternativa política para o País, “nem que fosse para perder”, destacando a necessidade de mostrar opções ao eleitorado.
[+ Escolha do PSD por Caiado premia antecedência e discurso antipetista]
O que aconteceu
- A candidatura Caiado à Presidência da República, pela “terceira via”, tem como meta atingir 15% dos votos, segundo Gilberto Kassab, presidente do PSD.
- Kassab defende a existência de uma alternativa para o eleitorado brasileiro, argumentando ser fundamental para o País, mesmo que não resulte em vitória.
- O PSD trabalha para que a candidatura de Caiado se consolide em 10% das intenções de voto até o final de junho, visando as convenções partidárias.
Gilberto Kassab, dirigente partidário, ressaltou: “Acho que é muito importante para o Brasil que tenha essa alternativa, nem que fosse para perder. Porque o Brasil, os brasileiros, precisam mostrar que existe alternativa”. Ele ainda ponderou sobre a possibilidade de um segundo turno: “Vão falar: “mas não vai para o segundo turno”. Bom, mas se não for para o segundo turno – e eu acho que pode ir e se tiver 15%, ótimo – são 15% com os quais nós vamos chamar alguém, porque essa alternativa é séria, e dizer: “olha, nós vamos apoiar porque nós queremos isso, isso, isso”.”
A estratégia da ‘terceira via’
Caiado foi escolhido como pré-candidato do PSD após disputar a indicação com os governadores do Paraná, Ratinho Júnior, e do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite. Em declarações recentes, Kassab afirma que seu candidato será “a melhor via” da disputa, reforçando a convicção do partido em sua estratégia. Ao anunciar a pré-candidatura, o goiano destacou que seu primeiro ato, caso eleito, será conceder anistia aos condenados por atos golpistas, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
“O propósito de quem está com a candidatura do Caiado é, efetivamente, melhorar o País. Não tem nenhuma vaidade”, continuou Kassab. Ele apontou para a alta rejeição dos atuais líderes nas pesquisas: “O voto do Lula e o voto do Bolsonaro têm uma rejeição muito grande. Ambas as candidaturas têm rejeição maior que 40%, é algo muito expressivo.”
O presidente do PSD salientou que há um prazo de três meses para Caiado alcançar 10% e avaliou que o desafio é chegar ao fim de junho com esse patamar. Disse ainda que uma candidatura consolidada em 10% no início de julho, quando ocorrem as convenções e a campanha pode efetivamente começar, é um objetivo a ser perseguido e considerado, por ele, factível.
“O voto do Lula não é um voto consolidado. Dos 40% e poucos que ele tem, metade é fluido. E do Flávio Bolsonaro é a mesma coisa”, disse Kassab. “Então, como há muita fluidez no apoio deles, é possível, sim. Acho que é uma esperança.”
Ele disse acreditar que a carga tributária do País já figurava entre as mais altas do mundo e avaliou que agora de fato se consolidou nesse patamar, com uma perspectiva considerada muito ruim. Defendeu a realização de uma reforma administrativa para reduzir o tamanho do Estado e ampliar privatizações, de modo a liberar recursos sem elevar a carga tributária, com foco em investimentos em infraestrutura e melhorias em saúde e educação, além de um Estado mais enxuto e eficiente.
Por fim, criticou novamente o PT, dizendo que o partido promove um Estado cada vez mais “gordo” e arrecadatório, o que classificou como prejudicial ao País.