Kalil, o Ciro Gomes de BH, ficou com inveja da estupidez de Bolsonaro

Crédito: Divulgação / Coligação Coragem e Trabalho

(Crédito: Divulgação / Coligação Coragem e Trabalho)


Quando a gente pensa já ter visto de tudo, inclusive um presidente de República oferecendo cloroquina a uma ema ou dizer que quem mora em praia não “pega” coronavírus porque tem mais vitamina D no corpo, a política nacional se supera e nos brinda com governantes ainda mais, digamos, exóticos.

Para não bater de frente com os poderosos empresários do transporte coletivo da cidade, o prefeito de BH colocou na conta das faxineiras e diaristas a culpa pela disseminação do coronavírus, e isentou os ônibus lotados. Disse que “estudos apontam neste sentido”. Mas não mostrou quais são.

Bem ao estilo “cabra-macho” de Ciro Gomes, de quem assume ser amigo e admirador, Kalil, em entrevista coletiva nesta segunda-feira (19), se rendeu à pressão pela reabertura da cidade, não sem antes desfilar uma série de comentários confusos e truncados, e distribuir culpas e recadinhos dissimulados.

Misturando alhos com bugalhos, o prefeito falou em 2ª Guerra Mundial e desembarque na Normandia. Falou também dos moradores de rua e coleta de lixo, sempre isentando a si mesmo e a prefeitura de qualquer responsabilidade pelo visível caos urbano em que se encontra a ex-Belo Horizonte.

Questionado sobre a possibilidade de dialogar com o presidente da República, obviamente numa alusão à sua condição de prefeito da capital do segundo estado mais importante da federação, Kalil se mostrou inaceitavelmente humilde, inferior: “Se nem o governador de São Paulo consegue, eu vou conseguir?”.

Como de praxe, atacou a imprensa, que “só mostra as coisas feias”. Como todo populista sem recursos intelectuais e verbais, na falta de argumentos para rebater críticas, culpa o mensageiro pelas más notícias. Ora, prefeito, a cidade está, sim, emporcalhada, degradada e abandonada à própria sorte.


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Sobre Covid-19, restou clara a incapacidade de Ciro Gomes, ops!, de Alexandre Kalil assumir que não é possível, ainda que necessário, manter a cidade fechada por mais tempo. Não adianta não morrer de Covid e morrer de fome! Essa maldita doença exige equilíbrio entre períodos de restrições e abertura.

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Sobre o autor

Ricardo Kertzman é blogueiro, colunista e contestador por natureza. Reza a lenda que, ao nascer, antes mesmo de chorar, reclamou do hospital, brigou com o obstetra e discutiu com a mãe. Seu temperamento impulsivo só não é maior que seu imenso bom coração.


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