Ediçao Da Semana

Nº 2742 - 12/08/22 Leia mais

O áudio de uma conversa telefônica entre o senador Jorge Kajuru (Cidadania-GO) e o presidente Bolsonaro, divulgada pelo próprio parlamentar, mostra bem a dimensão da encrenca em que o País está metido. De um lado, um puxa-saco preocupado com sua imagem de… puxa-saco! De outro, o homicida que conduziu o Brasil ao desastre sanitário. Ambos preocupados com os próprios umbigos e nada mais.

Da conversa, nada se ouviu sobre vacinas, hospitais, UTI, remédios, doentes e mortos. Afinal, para que, né? Os 215 milhões de brasileiros que, literalmente, se “fodam”. Os 350 mil mortos que, literalmente, se “fodam”. As famílias e os parentes enlutados das vítimas fatais que, literalmente, se “fodam”. As únicas coisas que não podem se “foder” são a popularidade do senador e as omissões criminosas do amigão do Queiroz.

Kajuru está se lixando para o País e os brasileiros. Para ele, desde que o pai do senador das rachadinhas e da mansão de 6 milhões de reais fale bem dele, tudo certo. Já para o devoto da cloroquina, o importante é “alargar o objeto da CPI” para governadores e prefeitos, e assim desviar o foco do morticínio que ele e seu desgoverno negacionista, omisso, irresponsável e aloprado ajudaram a promover no País.

Eu não sei o que é pior: se o papel humilhante de sabujo chorão do senador, ou se se orgulhar disso e tornar público o beija-mão patético. Mas sei que, com políticos dessa natureza, não poderíamos mesmo estar em situação diferente da que nos encontramos. Pobre Brasil. O coronavírus e a Covid-19 um dia passarão. Já essa espécie de gente que infesta Brasília, jamais.