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Justiça tailandesa marca para 18 de junho a audiência de brasileiro preso tráfico de drogas

Crédito: Reprodução

A audiência para definir a sentença do paranaense Jordi Vilsinski Beffa foi marcada pela Justiça tailandesa para o dia 18 de junho. Ele e outros dois brasileiros foram presos por tráfico internacional de drogas no aeroporto de Bangkok. As informações são do G1.

A informação foi divulgada nesta sexta-feira (20) pela defesa de Jordi. O advogado Petrônio Cardoso afirmou que o brasileiro informou à embaixada brasileira que foi levado na quarta-feira (18) para a corte de Samut Prakan, mas não recebeu a sentença definitiva.


A brasileira Mary Hellen Coelho Silva recebeu no início do mês a sentença de nove anos e seis meses de prisão.

Com isso, o advogado Petrônio espera que a pena do seu cliente seja no “mesmo patamar ou menor”, considerando que Jordi estava sozinho no momento em que foi preso e com uma quantidade menor de droga.

“A expectativa otimista da Defesa do senhor Jordi é de que ele venha receber sentença por crime civil apenas e que poderia ser solto mediante pagamento de multa”, informou a defesa.

O advogado Petrônio ainda ressaltou que o caso de Jordi ainda está sendo investigado “por ter sido encontrado com ele uma quantidade considerada pequena (4 quilos) de cocaína”.

Ele também afirmou que a embaixada brasileira está prestando toda a assistência aos brasileiros detidos.

Prisão

No dia 14 de fevereiro, Jordi Beffa, de 24 anos, foi preso por tentar entrar na Tailândia com 6,5 kg de cocaína escondidos em duas malas.

De acordo com a família do jovem, que é de Apucarana (PR), Jordi trabalhava com carteira assinada como operador de máquinas em uma fábrica de roupas e máscaras havia três anos. No entanto, ele pediu demissão do local três dias antes da viagem.

“Ele nunca teve nenhuma passagem policial. Não registrando nenhum tipo de antecedente, ou mesmo envolvimento com consumo de drogas sequer, e de repente vem uma notícia apavorante dessa”, afirmou o advogado Petrônio Cardoso, que assumiu a defesa do jovem.

“Os pais de Jordi são pessoas trabalhadoras, que moram em um núcleo habitacional popular. O Jordi não tem nenhum tipo de ostentação de riqueza, não tem carro, não tem relógio, não tem roupa de marca. Isso tudo causou muita estranheza. É um menino filho de operários, que era operário em uma fábrica de máscaras em Apucarana”, afirmou Cardoso.