Uma decisão da 7ª vara do Tribunal Regional do Distrito Federal suspendeu a reunião do Conselho de Administração da Usiminas,que estava agendada para ocorrer nesta quinta-feira, 12, em São Paulo. A reunião marcaria o primeiro encontro da nova formação do colegiado, eleita mês passado em Assembleia Geral Extraordinária, na qual a CSN, maior acionista da siderúrgica mineira fora do bloco de controle, conseguiu emplacar dois membros no conselho de sua concorrente, após aval do Cade. A decisão foi tomada por conta de ações ajuizadas pela Usiminas, Ternium e Nippon Steel, suas controladoras, com objetivo de impedir que os representantes da CSN, embora apontados como independentes, pudessem assumir os cargos, sob a alegação de que isso iria ferir os direitos à concorrência. A juíza Luciana Raquel Tolentino de Moura, que assina a decisão, afirma que está presente no caso “o perigo da demora, qualificado pela possibilidade de dano irreparável, visto que a realização da reunião do conselho de administração da Usiminas, com a presença de conselheiros eleitos com a participação da CSN, tornaria imutável a situação fática concernente ao acesso de tais pessoas às informações sensíveis da Usiminas, tornando inócua posterior decisão judicial que os afastassem dos cargos para os quais foram eleitos”. Dessa forma, a juíza decide, dado o prazo curto, suspender a reunião até que seja apreciado o pedido de antecipação dos efeitos da tutela.