Justiça seletiva: Bolsonaros só lembram de um assassino, mas eu os lembro de outros

Crédito: Reprodução/Redes Sociais

Em evento no Rio Grande do Norte, Bolsonaro abaixa máscara de criança para tirar foto (Crédito: Reprodução/Redes Sociais)

O mais estúpido ser humano, se intelectualmente honesto e dotado de moral, não é capaz de acreditar que o tal Adelio Bispo tenha, sozinho, um dia qualquer, acordado e resolvido matar o então candidato à Presidência, Jair Bolsonaro, atualmente verdugo do Planalto.


O maluco não tinha dinheiro nem a mínima capacidade mental para planejar e financiar uma operação terrorista solitária. Obviamente foi encorajado e bancado por alguém, ou por algum grupo, e isso já deveria ter sido investigado e resolvido há muito tempo.

É totalmente legítimo e compreensível o desejo dos bolsokids – e da própria vítima, é claro -, a despeito do grotesco uso político que fazem, de elucidar o caso, afinal, se o assassino está preso, o(s) possível(is) mandante(s) ainda está(ão) solto(s) por aí.

LADRÃO QUE ROUBA LADRÃO

Conhecem aquele ditado: ‘ladrão que rouba ladrão tem cem anos de perdão’? Pois é. Seria o caso de reproduzi-lo aqui, trocando a tipificação penal de ladrão para assassino. Quem, com palavras e atitudes ajuda a matar milhares, tem o direito de pedir justiça quando é vítima?

É óbvio que me refiro ao próprio Jair Bolsonaro, o amigão do Queiroz – miliciano que entupiu a conta de sua esposa e atual primeira-dama, Michelle, com 90 mil reais em cheques – e sua conduta psicopata-homicida no trato da pandemia do novo coronavírus.

A justiça que exigem seus filhos é aquela que a CPI (Comissão parlamentar de Inquérito) da Covid-19 também exige, qual seja, que os responsáveis indiretos por parte dos nossos mais de 600 mil mortos pelo vírus respondam por seus crimes diversos.

JUSTIÇA SELETIVA

Pergunto: ao incentivar e promover centenas de aglomerações; ao não usar e pregar contra o uso de máscara em público; ao boicotar a aquisição e trabalhar em desfavor das vacinas; ao mentir sobre a doença e receitar remédios ineficazes, Bolsonaro ajudou a matar?

Ao afirmar que as vacinas podem matar, causar invalidez e induzir o suicídio; que favorecem a contaminação por Aids etc., e suspender a imunização de crianças e adolescentes, o mito pode ter causado dezenas, centenas ou milhares de vítimas fatais? Sim ou não?

Ora, quem exige justiça não pode ser seletivo. Os crimes (em tese) praticados pelo devoto da cloroquina são reais e comprovados. Muito mais que a suposição (provável) da participação de terceiros na tentativa de assassinato do maníaco do tratamento precoce.

Sim. Eu quero saber se e quem mandou matar Bolsonaro. Como sempre quis saber quem foi que mandou matar o ex-prefeito de Santo André Celso Daniel. Mas também quero ver preso quem auxiliou, fartamente, o corona a levar embora tanta gente querida. Sujeito estranho eu, né?






Sobre o autor

Ricardo Kertzman é blogueiro, colunista e contestador por natureza. Reza a lenda que, ao nascer, antes mesmo de chorar, reclamou do hospital, brigou com o obstetra e discutiu com a mãe. Seu temperamento impulsivo só não é maior que seu imenso bom coração.


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