Os promotores da cidade americana de Baltimore retiraram nesta terça-feira (11) as acusações contra um homem que passou mais de duas décadas na prisão pelo assassinato de sua ex-namorada, um caso que chamou a atenção global graças ao podcast de sucesso “Serial”.
O arquivamento do caso de Adnan Syed, anunciado inicialmente pelo jornal The Baltimore Sun, foi confirmado à AFP pela defesa.
O homem de 41 anos havia sido condenado à prisão perpétua em 2000 pelo assassinato de sua ex-namorada Hae Min Lee em Baltimore, Maryland, na costa leste dos Estados Unidos.
A juíza Melissa Phinn anulou a condenação de Syed no mês passado, a pedido da promotora Marilyn Mosby.
Mosby explicou que havia dúvidas sobre a culpa de Syed desde a descoberta de “dois suspeitos alternativos”.
Os promotores da cidade de Baltimore tiveram 30 dias para apresentar novas acusações contra Syed, ou arquivar o caso.
O caso começou em fevereiro de 1999, quando a polícia encontrou o corpo de Lee, de 18 anos, em uma floresta de Baltimore. Syed, então com 17 anos, foi preso e condenado à prisão perpétua um ano depois.
Segundo a Promotoria, ele não aceitou o término do relacionamento e a estrangulou.
Syed sempre se disse inocente, alegando ser vítima de preconceito antimuçulmano. Seus vários recursos foram negados, inclusive pela Suprema Corte, que se recusou em 2019 a ouvir seu caso.
O caso de Syed ficou famoso em 2014, após a estreia de “Serial”, um podcast semanal em que uma equipe de jornalistas realizou uma investigação que revisou sua condenação e questionou sua culpa.
Seu caso também levou a um documentário da HBO de quatro episódios chamado “The Case Against Adnan Syed”.