Comportamento

Justiça prende homem por ameaçar três congressistas de morte nos EUA

Justiça prende homem por ameaçar três congressistas de morte nos EUA

Ilhan Omar, uma das primeiras deputadas muçulmanas nos EUA - AFP/Arquivos

A Justiça da Flórida, nos EUA, prendeu um homem por ameaçar matar três congressistas democratas em Washington, deixando mensagens racistas e xenófobas ligadas à deputada muçulmana Ilhan Omar, disseram os promotores nesta sexta-feira.

Em 16 de abril, John Kless, de 49 anos, deixou mensagens de voz ameaçadoras para o senador Corey Booker e para os deputados Eric Swalwell e Rashida Tlaib, segundo o depoimento da agente que conduziu a investigação.

“Vocês, oficiais do governo, estarão nos túmulos aonde pertencem”, disse Kless a Booker.

Em seus telefonemas, Kless se referiu à deputada muçulmana Ilhan Omar, cujos comentários sobre os ataques de 11 de setembro de 2001 causaram controvérsia.

“Depois do que aquela cadela talibã disse sobre o 11 de setembro? (…) Você é uma maldita desgraça. Nós temos que matar todos vocês”, disse.

Kless mora em Tamarac, ao norte de Miami.

Cory Booker já havia sido alvo de ameaças quando, em outubro do ano passado, outro homem da Flórida – Cesar Sayoc – enviou pacotes de bombas a ele e a outros importantes nomes do Partido Democrata.

As duas congressistas muçulmanas estão sob ataque desde que Omar se referiu aos atentados de 11 de setembro dizendo que “algumas pessoas fizeram isso”, o que foi interpretado por seus críticos como depreciativo.

Em resposta, na semana passada, o presidente Donald Trump tuitou um vídeo justapondo essa declaração com imagens do ataque terrorista.

A bancada democrata acusou o presidente de incitar a violência contra a congressista com essa mensagem.

Em seus telefonemas, Kless se referiu a Ilhan Omar como uma “talibã” com uma “toalha na cabeça”.

Na mensagem de voz que deixou a Tlaib, Kless declarou, referindo-se a ela e a Omar: “Vocês têm sorte que estas são apenas ameaças. Filha da puta. Porque quando a campainha tocar, puta, e este país entrar em guerra, não serão mais ameaças. Sua vida estará na maldita linha de fogo”.

A linguagem usada no telefonema a Swalwell, um defensor do casamento gay e do controle de armas, foi semelhante.

“O dia em que você passar por nossas armas, desgraçado, é o dia em que você morrerá”, disse Kless, acusando-o de ser comunista.

Booker e Swalwell anunciaram sua candidatura à indicação democrata para disputar a presidência em 2020.