Justiça mantém liminar contra “demissões em massa” da Casas Bahia

Decisão do TRT-DF obriga varejista a restabelecer vínculos empregatícios e impede novas dispensas sem intermediação sindical

Justiça mantém liminar contra "demissões em massa" da Casas Bahia

O Tribunal Regional do Trabalho (TRT) do Distrito Federal decidiu, nesta segunda-feira (24), manter a liminar que proíbe as demissões em massa da Casas Bahia em todo o país. A decisão, proferida pela juíza Sandra Nara Bernardo Silva, rejeitou um mandado de segurança protocolado pela varejista, após constatar a ausência de documentos necessários para o julgamento do caso.

A liminar contra as demissões em massa da Casas Bahia foi mantida pelo TRT-DF.

  • A varejista não apresentou todos os documentos exigidos para reverter a decisão de primeira instância.
  • A empresa foi obrigada a restabelecer vínculos empregatícios e só poderá realizar novas dispensas com intermediação sindical.

Com a decisão, permanece válida a determinação de primeira instância que considerou as dispensas irregulares, pois ocorreram sem a intervenção do sindicato da categoria. Tal medida é considerada imprescindível, conforme a legislação e a jurisprudência dos tribunais trabalhistas.

Quais as implicações da liminar para a Casas Bahia?

A varejista foi obrigada a restabelecer os vínculos trabalhistas de todos os funcionários demitidos, incluindo-os novamente na folha de pagamento, no plano de saúde e mantendo todos os benefícios assistenciais. A partir de agora, qualquer nova demissão em massa só poderá ser efetivada mediante a intermediação dos sindicatos competentes.

Após a suspensão das demissões, a Casas Bahia declarou publicamente que respeita todas as decisões judiciais e que está à disposição para prestar quaisquer esclarecimentos que forem solicitados pela Justiça.

Na semana anterior à decisão do TRT-DF, a empresa já havia anunciado o protocolo de um pedido de recuperação judicial. As dívidas totais da companhia somam aproximadamente R$ 17,3 bilhões, um valor que evidencia a delicada situação financeira da varejista.

Estima-se que cerca de 1,9 mil funcionários já haviam sido demitidos e 298 lojas da rede foram fechadas em diferentes localidades do país antes da intervenção judicial.

Da IstoÉ.