A Justiça de São Paulo confirmou as condenações criminais de Ana Paula dos Santos Oliveira, influenciadora e apresentadora do programa “Beleza Extrema”, exibido pela Band Minas Gerais. Conhecida pela participação no reality A Grande Conquista, ela foi condenada em processos relacionados aos crimes de ameaça e contra a honra, movidos pela jornalista e empresária Roberta Nuñez.
As decisões se tornaram definitivas após o esgotamento das possibilidades de recurso. Em um dos processos, Ana Paula foi condenada por injúria, com base em publicações feitas em redes sociais consideradas ofensivas à honra da vítima.
Em outra ação, referente ao crime de ameaça, a condenação também foi mantida pela Turma Recursal do Tribunal de Justiça de São Paulo. A defesa da influenciadora apresentou embargos de declaração, mas o recurso foi rejeitado.
Com isso, o processo transitou em julgado em 24 de fevereiro de 2026, encerrando a possibilidade de novos questionamentos na esfera criminal. A partir dessa etapa, a decisão passa a produzir todos os efeitos legais, incluindo a perda da condição de ré primária.
De acordo com os autos, as condenações estão relacionadas a manifestações feitas por Ana Paula em redes sociais e ao envio de mensagens com conteúdo considerado intimidatório. A Justiça entendeu que as condutas ultrapassaram os limites da liberdade de expressão.
Entre os elementos analisados no processo, está uma publicação feita pela própria influenciadora à época dos fatos, em que aparecia simbolicamente atrás de grades, acompanhada de frases direcionadas à vítima, como: “Eu mudo meu nome se eu não destruir você mulher, vou acabar com você” e “Eu perco meu réu primário, vou bela e maravilhosa pra cadeia, mas destruo você. Juro! Me aguarda.”
Segundo a decisão, o conteúdo foi considerado ofensivo e intimidatório no contexto do caso.
Com o desfecho e o trânsito em julgado das condenações, a perda da condição de ré primária — mencionada pela própria autora nas publicações — passou a produzir efeitos legais.
A advogada Ana Carolina Andreucci Bernicchi, responsável pela condução jurídica do caso, afirmou que o resultado representa um avanço diante das provas apresentadas ao longo do processo.
De acordo com a defesa da vítima, ainda devem ser adotadas medidas na esfera cível com o objetivo de buscar reparação por danos, incluindo impactos pessoais e profissionais decorrentes do caso.