A Suprema Corte israelense suspendeu um plano governamental que prevê a expulsão iminente de milhares de imigrantes africanos que entraram no país ilegalmente, segundo a sentença divulgada nesta quinta-feira (15).
Após uma apelação de organizações de defesa dos migrantes, o alto tribunal deixou o plano em suspenso até 26 de março, e deu ao Estado até essa data como prazo para argumentar sua defesa.
O governo de Benjamin Netanyahu quer expulsar milhares de eritreus e sudaneses que entraram ilegalmente no país e que não têm nenhum pedido de asilo em andamento.
O governo lhes disse que deveriam ir embora antes do início de abril – de volta a seu país de origem ou a outro país – ou ir para a prisão.
O plano se destina inicialmente aos homens sozinhos que não solicitaram asilo ou cujo pedido foi rejeitado.