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Justiça escocesa nega inocência do único condenado por atentado de Lockerbie

Justiça escocesa nega inocência do único condenado por atentado de Lockerbie

O residente Robert Love junto a um dos quatro motores do Pan Am 747 Jumbo jet, em 22 de dezembro de 1988 em Lockerbie, Escócia, Reino Unido - AFP/Arquivos

A Justiça escocesa rejeitou, nesta sexta-feira (15), o recurso póstumo apresentado pela família de Abdelbaset Mohamet Ali al-Megrahi, único condenado pelo atentado de Lockerbie que deixou 270 mortos em 1988.

A família, que há anos tenta provar sua inocência, declarou que voltará a recorrer.

“O Tribunal de Apelações da Escócia confirmou o veredicto do tribunal de primeira instância e (…) rejeita a apelação contra a condenação”, anunciou Aamer Anwar, advogado da família.

Os familiares de Al-Megrahi, “ficaram com o coração partido pela decisão dos tribunais escoceses”, afirmou, acrescentando que seu filho Ali “continua defendendo a inocência de seu pai e está decidido a cumprir a promessa que fez de limpar seu nome e o da Líbia”.

Condenado à prisão perpétua em 2001, este ex-oficial de Inteligência líbio defendeu sua inocência até a morte em 2012, e seus familiares continuam a batalha mais de 32 anos depois do pior atentado em solo britânico.


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“A família Al-Megrahi deu instruções à nossa equipe legal de recorrer à Corte Suprema do Reino Unido”, acrescentou Anwar.

– Novo suspeito é acusado nos EUA –

Em 21 de dezembro de 1988, o voo 103 da companhia aérea americana Pan Am explodiu sobre a cidade escocesa de Lockerbie quando viajava de Londres a Nova York. Seus 243 passageiros, 16 tripulantes e 11 pessoas em terra morreram.

Condenado por três juízes escoceses, que formaram um tribunal especial instalado em território neutro na Holanda, Megrahi recorreu da sentença pela primeira vez em 2002, mas sua apelação foi rejeitada.

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No entanto, o líbio foi libertado sete anos depois, após ser diagnosticado com um câncer terminal, e retornou ao seu país, onde morreu em 2012 aos 60 anos.

Um segundo acusado, o também agente de Inteligência líbio Amin Khalifa Fhimah, foi julgado junto com Megrahi e absolvido em 2001.

Afirmando dispor de novos elementos, há menos de um mês a Justiça americana anunciou a acusação de um terceiro líbio, Abu Agila Mohammad Masud, ex-chefe dos serviços de Inteligência do falecido líder líbio Muamar Khadafi.

O regime de Khadafi reconheceu oficialmente em 2003 sua responsabilidade no atentado e, no âmbito de uma série de medidas de aproximação com o Ocidente, pagou 2,7 bilhões de dólares em indenizações às famílias das vítimas.

Durante muito tempo, porém, o Irã foi acusado de ter contratado ativistas palestinos para promover esse atentado como represália pela queda de um avião comercial iraniano por um navio de guerra americano, em 3 de julho de 1988.

A tripulação desse navio, que disparou dois mísseis, disse posteriormente ter confundido o Airbus com um caça iraniano. No ataque, morreram 290 pessoas.

Teerã sempre negou essas acusações, mas a família Megrahi recebeu o apoio de familiares de algumas vítimas que acreditam que a justiça não foi feita com a condenação do líbio.

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