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Justiça Eleitoral tem coragem de enfrentar quem não acredita no Estado Democrático, diz Moraes

Justiça Eleitoral tem coragem de enfrentar quem não acredita no Estado Democrático, diz Moraes

Ministro Alexandre de Moraes, do STF, durante cerimônia em Brasília

Por Eduardo Simões

SÃO PAULO (Reuters) – O vice-presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Alexandre de Moraes, disse nesta quinta-feira que a Justiça Eleitoral tem atualmente a mesma vontade de democracia e a mesma coragem de enfrentar os que não acreditam no regime democrático que tinha quando foi criada 90 anos atrás.


Em discurso durante cerimônia para marcar o 90º aniversário da Justiça Eleitoral, um dia depois de ser alvo de um pedido do presidente Jair Bolsonaro para que seja investigado pela Procuradoria-Geral da República, Moraes não citou Bolsonaro e procurou exaltar o trabalho do TSE, frequentemente atacado pelo presidente.

“Esse foi o surgimento da Justiça Eleitoral: vontade de concretizar a democracia e coragem para lutar contra aqueles que não acreditam no Estado Democrático de Direito”, disse Moraes.

“Esta mesma vontade democrática e esta coragem republicana nós temos hoje na Justiça Eleitoral brasileira”, garantiu.

Bolsonaro tem elevado o tom dos ataques ao sistema eletrônico de votação e reiteradamente, e sem apresentar evidências, levantado suspeitas sobre a lisura do sistema eletrônico de votação. Recentemente, o presidente disse que as eleições de outubro, quando ele tentará a reeleição, podem ser “conturbadas”.

Moraes, alvo constante de ataques de Bolsonaro, será o presidente do TSE durante o pleito deste ano. Antes de recorrer à PGR contra Moraes, Bolsonaro teve, na quarta-feira, uma notícia-crime por alegado abuso de autoridade de Moraes rejeitada pelo ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF).

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