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Justiça de NY acusa autoridades de Belarus por desvio de avião para prender jornalista

Justiça de NY acusa autoridades de Belarus por desvio de avião para prender jornalista

Avião comercial da Ryanair (voo FR4978) que saiu de Atenas, Grécia, e foi interceptado e desviado para Minsk em 23 de maio de 2021 pelas autoridades de Belarus - AFP

A Justiça de Nova York acusou autoridades de Belarus por terem desviado para Minsk em maio passado um avião da Ryanair que fazia a rota entre Atenas e Vilnius com o objetivo de prender um jornalista dissidente que estava a bordo.

“Estamos decididos a fazer prestarem contas os responsáveis por essa conspiração surpreendente para cometer uma pirataria aérea que não apenas violou a lei internacional, mas também a legislação penal americana”, diz o comunicado do promotor Damian Williams. O desvio do avião colocou em risco a vida dos passageiros, entre eles “quatro cidadãos americanos.”


“Desde o início dos voos motorizados, os países do mundo cooperam para manter os passageiros das aeronaves seguros. Os acusados quebraram esse padrão desviando um avião com o propósito torpe de perseguir um dissidente e a liberdade de expressão”, observa o promotor.

A Justiça dos EUA acusa os funcionários do governo bielorrusso Leonid Mikalaevich Churo, Oleg Kazyuchits, Andrey Anatolievich (sobrenome desconhecido) e um quarto, cujo nome e sobrenome são desconhecidos, de terem participado da trama. Os acusados seguem em liberdade em Belarus, aponta o promotor.

Autoridades bielorrussas desviaram o voo alegando terem recebido um alerta de bomba, que resultou ser falso e terminou na prisão do jornalista dissidente Román Protasevich e de sua companheira, a russa Sofia Sapega.