A Justiça cubana ratificou a sentença de prisão perpétua por espionagem e outros crimes financeiros imposta ao ex-ministro da Economia Alejandro Gil, após rejeitar seu recurso, informou neste sábado (24) uma fonte próxima ao caso.
“Foram confirmadas integralmente ambas as sentenças, sem qualquer modificação após os recursos” de apelação, disse à AFP uma fonte que preferiu não revelar sua identidade.
A defesa de Gil havia recorrido das duas sentenças: uma de prisão perpétua pelos crimes de “espionagem” e “atos em prejuízo da atividade econômica” e outra de 20 anos de prisão por corrupção passiva, tráfico de influências e evasão fiscal.
Nenhuma autoridade oficial informou sobre a ratificação das penas contra Gil, conhecido por sua proximidade com o presidente Miguel Díaz-Canel, no poder desde abril de 2018.
Gil, de 61 anos, que foi ministro da Economia e Planejamento de Cuba de julho de 2018 até fevereiro de 2024, foi condenado em dois julgamentos realizados em novembro em um tribunal da periferia de Havana, a portas fechadas e sob total sigilo.
As autoridades não informaram para qual país ou entidade teriam sido realizados os atos de espionagem de Gil, que, desde sua repentina destituição há quase dois anos, não voltou a ser visto em público.
Em primeira instância, a Justiça o considerou culpado de “corrupção passiva, subtração e dano de documentos ou outros objetos sob custódia oficial e violação de selos oficiais além de infração das normas de proteção de documentos classificados”.
Além disso, afirmou que “descumpriu procedimentos operacionais com as informações oficiais classificadas que manuseava, as quais subtraiu, danificou e as colocou à disposição dos serviços do inimigo”.
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