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Justiça chilena aprova indenização de 55 mil dólares a 31 dos 33 mineiros do Atacama

Justiça chilena aprova indenização de 55 mil dólares a 31 dos 33 mineiros do Atacama

(ARQUIVO) Alguns dos mineiros presos na mina San Jose, no deserto do Atacama, chegam ao museu de Copiapó para uma cerimônia em 05 de agosto de 2011 - AFP/Arquivos


Trinta e um dos 33 mineiros do Atacama presos por 69 dias em uma mina em agosto de 2010, receberão uma indenização do Estado no valor de 55 mil dólares cada um (cerca de 281 mil reais) após uma decisão judicial conhecida nesta sexta-feira (11).

A decisão foi adotada pelo Tribunal de Justiça de Santiago, que comprovou “a negligência dos órgãos do Estado e a existência do dano causado e da relação causal entre eles” no acidente ocorrido em 5 de agosto de 2010, quando um desabamento bloqueou a entrada da mina San José e prendeu os 33 mineiros a uma profundidade de mais de 600 metros.

“Se os órgãos da administração do Estado tivessem cumprido a sua obrigação legal na forma em que estava previsto (…) os 33 trabalhadores não teriam acabado enterrados vivos no referido local”, explica o acórdão, que ainda pode ser recorrido perante a Suprema Corte.

Após 69 dias, todos os mineiros foram resgatados sãos e salvos através de uma perfuração que foi realizada na mina e através da qual foi introduzida uma cápsula de metal na qual emergiram um a um, num espetacular resgate acompanhado ao vivo por milhões de pessoas no mundo.

A decisão determina como principal responsável o Serviço Nacional de Geologia e Minas (Sernageomin), órgão do Estado que devia “zelar pelo cumprimento das normas de segurança nas obras mineiras” e “não agiu, ou o fez de forma imperfeita ou tardia”.

Dois dos 33 mineiros não ingressaram, por motivos pessoais, neste processo.

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Entre os que o fizeram, está Mario Sepúlveda, 50 anos, interpretado por Antonio Banderas no filme de Hollywood sobre essa história de sobrevivência que fascinou o mundo.

“Nada vai pagar pelo que passamos, mas neste momento da vida o que eu quero é tranquilidade e paz”, disse ele à AFP ao comentar a decisão do tribunal.

“Sei que há colegas que estão passando por um momento muito difícil e que nunca mais puderam trabalhar”, acrescentou o mineiro após ouvir a decisão judicial que cortou pela metade o valor original solicitado pelos mineiros.

Após uma década de acidentes ocorridos no ano passado, alguns dos mineiros, entre eles Mario Sepúlveda, reconheceram se sentir abandonados pelo Estado do Chile.

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