Economia

Juros sobem com dólar em meio a tombo da lira após Trump dobrar tarifas de aço

Os juros futuros sobem com força, na esteira do dólar forte ante o real e no exterior, que reflete contágio da crise turca sobre outros mercados de países emergentes e desenvolvidos. Na manhã desta sexta-feira, 10, o dólar renovou máxima histórica a 6,3976 liras turcas, após anúncio do presidente norte-americano, Donald Trump, anunciar que os EUA irão dobrar as tarifas sobre aço e alumínio da Turquia. Há temores com a exposição de bancos da Europa e outros países a ativos financeiros turcos.

No Brasil, investidores monitoram pesquisas de intenção de votos, após o debate eleitoral entre candidatos à Presidência ter sido considerado morno por especialistas. Os dados de vendas no varejo não empolgaram, ficando em segundo plano.

Lá fora, mais cedo, a moeda americana acelerou os ganhos ante a lira turca em meio ao discurso nacionalista do presidente da Turquia, Recep Ersogan, que pediu para que todos os cidadãos que possuem dólares, euros e ouro troquem por liras turcas.

O presidente turco frustrou expectativas de um anúncio mais concreto de recuperação econômica como, por exemplo, um pedido de ajuda ao Fundo Monetário Internacional (FMI). Além disso, Erdogan disse que o Banco Central não elevará os juros.

No Brasil, investidores repercutem nas mesas de operação uma pesquisa de intenção de votos, após os dados de vendas no varejo não terem empolgado, ficando em segundo plano.

As vendas no varejo caíram 0,30% em junho ante maio. O resultado veio abaixo da mediana das previsões do mercado financeiro, que indicava uma alta de 0,05% e dentro do intervalo das estimativas (queda de 0,80% a avanço de 2,50%).

Na comparação com junho de 2017, sem ajuste sazonal, as vendas do varejo tiveram alta de 1,5% em junho de 2018. Nesse confronto, o resultado veio abaixo da mediana e logo acima do piso das estimativas. As projeções iam de uma alta de 1,00% a 6,50%, com mediana positiva de 2,30%. As vendas do varejo restrito acumularam crescimento de 2,9% no ano. No acumulado em 12 meses, houve avanço de 3,6%.

Às 9h57, o DI para janeiro de 2020 marcava 8,25%, de 8,09% no ajuste anterior. O DI para janeiro de 2021 exibia 9,33%, de 9,16%, enquanto o vencimento para janeiro de 2023 indicava 10,80%, de 10,63% no ajuste de quinta. No câmbio, o dólar à vista subia 1,12%, a R$ 3,8443.

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