Finanças

Juros fecham em alta com ajustes ao Copom, tensão no exterior e risco político


Os juros futuros fecharam a sessão regular do segmento BM&F em alta nesta quinta-feira, 13. Os contratos de curto prazo se ajustaram à decisão de quarta-feira do Comitê de Política Monetária (Copom) e os demais prazos reagiram ao aumento do risco geopolítico, agravado nesta quinta à tarde pelo lançamento de uma bomba pelos EUA no Afeganistão, e ao cenário político doméstico, na medida em que a divulgação dos vídeos das delações de executivos Odebrecht trouxe mais preocupações sobre a aprovação da reforma da Previdência. Do ponto de vista técnico, o leilão de prefixados do Tesouro também ajudou a colocar pressão sobre as taxas.

A correção da ponta curta da curva refletiu o ajuste do mercado ao corte da Selic em 1 ponto porcentual, para 11,25% ao ano. Ainda que esta fosse a aposta majoritária, alguns investidores também haviam montado posições numa decisão mais agressiva, de queda de 1,25 ponto. A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para julho de 2017 (515.350 contratos) fechou em 10,745%, de 10,732% no ajuste de quarta. A taxa do contrato de DI para janeiro de 2018 (413.045 contratos) subiu de 9,640% para 9,650%.

Os vencimentos dos trechos médio e intermediário subiram com um pouco mais de força. O DI janeiro de 2019 (429.135 contratos) fechou em 9,46%, de 9,42% e o DI janeiro de 2021 (233.040 contratos) ficou em 9,95%, de 9,88% no ajuste de quarta.

No exterior, o destaque do dia foi a informação de que os Estados Unidos lançaram uma bomba no leste do Afeganistão. O porta-voz da Casa Branca, Sean Spicer, disse que o ataque tinha como alvo o sistema de túneis e cavernas usado pelo Estado Islâmico para se mover livremente e atacar forças americanas e afegãs na área. Também disse que os militares americanos agiram com precaução no episódio, a fim de minimizar a morte de civis.

Na política, os ex-executivos da Odebrecht Cláudio Melo Filho e José de Carvalho Filho afirmaram em delação premiada que o deputado Arthur Maia (PPS-BA), relator da reforma da Previdência, teria recebido R$ 200 mil em caixa 2 para sua campanha em 2010.

Veja também
+ Joice Hasselmann aparece com fraturas e diz acreditar ter sido vítima de ‘atentado’
+ Pintor é expulso de rodízio por comer 15 pratos de massa; assista
+ ‘Transo 15 vezes na semana’, diz Eduardo Costa ao revelar tratamento por vício em sexo
+ Gel de babosa na bebida: veja os benefícios
+ Mercedes-Benz Sprinter ganha versão motorhome
+ Veja fotos de Karoline Lima, novo affair de Neymar
+ Anorexia, um transtorno alimentar que pode levar à morte
+ Agência dos EUA alerta: nunca lave carne de frango crua
+ Yasmin Brunet quebra o silêncio
+ Tubarão é capturado no MA com restos de jovens desaparecidos no estômago

Tópicos

taxas de juros