O custo do crédito permanece entre as principais preocupações de consumidores e empresas no Brasil. Com a taxa básica de juros em patamar elevado, empréstimos e financiamentos seguem sujeitos a condições que podem comprometer o orçamento familiar e os planos de expansão dos negócios.
Na reunião de novembro, o Comitê de Política Monetária (Copom) enfrentou um cenário marcado pela deterioração das expectativas de inflação, oscilações cambiais e dúvidas sobre a política fiscal.
Por que a Selic influencia os empréstimos?
A Selic serve como referência para o custo do dinheiro na economia. Quando está elevada, tende a pressionar as taxas cobradas pelos bancos, embora cada modalidade de crédito também dependa de fatores como risco de inadimplência, prazo e garantias.
O impacto costuma ser sentido especialmente em operações com juros altos, como cheque especial, crédito rotativo e empréstimos pessoais.
Empresas também sentem os efeitos
O encarecimento do financiamento pode levar empresas a adiar investimentos, contratações e compras de equipamentos.
Para o comércio, o crédito mais caro também pode reduzir o consumo de produtos adquiridos em parcelas.
Como o consumidor pode se proteger?
Antes de contratar uma dívida, é importante comparar o Custo Efetivo Total (CET), que reúne juros, tarifas e demais despesas da operação.
Outra medida é avaliar se a parcela cabe no orçamento sem comprometer gastos essenciais.
A trajetória futura do crédito dependerá da inflação, das decisões do Banco Central e das condições de financiamento oferecidas pelas instituições financeiras.
Da IstoÉ