Economia

Juro no crédito livre cai a 38,5% em maio; taxa do cheque especial recua a 320,9%

A taxa média de juros no crédito livre caiu de 38,9% ao ano em abril para 38,5% ao ano em maio, informou nesta quarta-feira, 26, o Banco Central. Em maio de 2018, essa taxa estava em 39,1% ao ano. Para pessoa física, a taxa média de juros no crédito livre passou de 53,6% para 52,9% ao ano de abril para maio, enquanto para pessoa jurídica foi de 19,9% para 19,5% ao ano.

Entre as principais linhas de crédito livre para a pessoa física, destaque para o cheque especial, cuja taxa passou de 323,3% ao ano para 320,9% ao ano de abril para maio. No crédito pessoal, a taxa passou de 45,9% para 44,4% ao ano.

Desde julho do ano passado, os bancos estão oferecendo um parcelamento para dívidas no cheque especial. A opção vale para débitos superiores a R$ 200.

A expectativa da Federação Brasileira de Bancos (Febraban) era de que essa migração do cheque especial para linhas mais baratas acelerasse a tendência de queda do juro cobrado ao consumidor. Em junho de 2018, antes do início da nova dinâmica, a taxa do cheque especial estava em 304,9% ao ano.

Os dados divulgados nesta quarta-feira pelo Banco Central mostraram ainda que, para aquisição de veículos, os juros foram de 21,3% ao ano em abril para 21,1% em maio.

A taxa média de juros no crédito total, que inclui operações livres e direcionadas (com recursos da poupança e do BNDES), foi de 25,3% ao ano em abril para 25,2% ao ano em maio. Em maio de 2018, estava em 24,8%.

ICC

Já o Indicador de Custo de Crédito (ICC) caiu 0,1 ponto porcentual em maio ante abril, aos 21,2% ao ano. O porcentual reflete o volume de juros pagos, em reais, por consumidores e empresas no mês, considerando todo o estoque de operações, dividido pelo próprio estoque.

Na prática, o indicador reflete a taxa de juros média efetivamente paga pelo brasileiro nas operações de crédito contratadas no passado e ainda em andamento.

Spread

O spread bancário médio no crédito livre caiu de 31,4 pontos porcentuais em abril para 31,1 pontos porcentuais em maio, informou o BC.

Segundo a instituição, o spread médio da pessoa física no crédito livre foi de 45,8 para 45,2 pontos porcentuais no período. Para pessoa jurídica, o spread médio passou de 12,9 para 12,5 pontos porcentuais.

O spread médio do crédito direcionado seguiu em 4,1 pontos porcentuais na passagem de abril para maio. Já o spread médio no crédito total (livre e direcionado) permaneceu em 19,2 pontos porcentuais no período.

Inadimplência

A taxa de inadimplência no crédito livre foi de 3,8% para 3,9% na passagem de abril para maio, informou o Banco Central. Em maio de 2018, a taxa estava em 4,6%.

Para pessoa física, a taxa de inadimplência passou de 4,7% para 4,8%. Para as empresas, a taxa permaneceu em 2,7%.

A inadimplência do crédito direcionado seguiu em 2,0% na passagem de abril para maio.

Já o dado que considera o crédito livre mais o direcionado mostra que a taxa de inadimplência permaneceu em 3,0%.

Endividamento

O endividamento das famílias brasileiras com o sistema financeiro ficou em 43,6% em abril, ante 43,5% em março, informou p BC. Se forem descontadas as dívidas imobiliárias, o endividamento ficou em 25,0% em abril, ante 24,8% em março.

O cálculo do BC leva em conta o total das dívidas dividido pela renda no período de 12 meses. Além disso, incorpora os dados da Pesquisa Nacional de Amostragem Domiciliar (Pnad) contínua e da Pesquisa Mensal de Emprego (PME), ambas do IBGE.

Segundo o BC, o comprometimento de renda das famílias com o Sistema Financeiro Nacional (SFN) atingiu 20,0% em abril, igual ao visto em março. Descontados os empréstimos imobiliários, o comprometimento da renda ficou em 17,6% em abril, também igual a março.