Apresentado com a camisa 18, Júnior Moraes, de 34 anos, chega para suprir uma das principais carência do elenco do Corinthians – o ataque. Desde o início do ano em busca de um centroavante, o alvinegro paulista apresentou o ex-Shakhtar Donestsk, da Ucrânia, nesta terça-feira (22).
Com vínculo até 2023, Moraes concedeu entrevista coletiva e disse que não se diz pressionado para solucionar o problema do timão no setor de ataque. O jogador preferiu focar em sua preparação para ter uma boa passagem pelo time do Parque São Jorge.

Rodrigo Coca/ Ag. CorinthiansNovo contratado do Corinthians, Júnior Moraes vai vestir a camisa 18
“Não me sinto pressionado, mas acredito que tenha expectativa de muita gente por me ver jogando. Vai ser um desafio grande para mim voltar e vestir essa camisa, nessa posição que é tão prestigiada, como centroavante, que vive momentos ruins quando não faz gol e maravilhosos quando marca. Quero estar bem preparado para desempenhar meu melhor futebol”, disse o jogador.
Outro ponto de destaque na coletiva foi a visão do jogador quanto à invasão russa à Ucrânia. Vale lembrar que Júnior se naturalizou ucraniano e poderia ter sido convocado para o conflito.
“Devido a tudo que aconteceu durante a guerra, fiquei parado quase três semanas, sem treino. Lógico, preciso melhorar bastante. Mas nesses dias em que tenho treinado aqui, já sinto evolução. Já estou inscrito e à disposição do mister, a decisão de estrear ou não é dele, mas minha vontade de estar em campo e poder jogar é enorme. Nas últimas semanas, minha vida tem sido bem diferente do que era o habitual. Minha vida toda foi feita de muitos desafios. Tudo que eu passei nas últimas semanas foi bem difícil, mas estou com a cabeça boa, tentando focar só no futebol. Isso já ajuda bastante a estar com a cabeça mais livre”, contou o jogador.
Confira outras respostas do jogador:
Versatilidade
“Eu procuro sempre achar os espaços conforme o país ou o campeonato em que jogo. Aqui no Brasil, o estilo de jogo é totalmente diferente daquele da Europa. Vai ser um desafio tentar achar a melhor maneira de jogar para fazer gols. Acredito que a versatilidade que tenho, de mudar conforme o espaço que eu for encontrando, para ser eficiente, é uma das melhores características que tenho”.
“Já joguei de várias formas diferentes. Aqui no Brasil, vai ser um desafio grande, estou voltando depois de muitos anos fora. Acredito que o maior desafio será procurar os espaços certos para desempenhar meu futebol e ser eficiente”, completou.
Conhecimento do Corinthians
“Tenho bastante amigo corintiano, alguns com quem joguei. Falam muito sobre o clube. Nos últimos meses, consegui conviver aqui dentro, tratei minha lesão aqui, e foi muito legal ver a atmosfera que tem dentro do clube. Todo dia que eu vim treinar aqui, passando momentos difíceis, desde o segurança, pessoal da cozinha até os jogadores, todos me trataram muito bem. Isso deixa um carinho, uma amizade. Quando teve a oportunidade de jogar aqui, não pensei duas vezes”.
Bando de loucos
“A expectativa é enorme, lógico. Poder jogar no estádio, ver a torcida puxando como sempre fez. Eu gosto de estar presente, por dentro de tudo que está acontecendo. Essa minha ida ao estádio foi justamente para sentir a atmosfera, entender. Ver o jogo no estádio é diferente do que na televisão. Eu procuro estar por dentro para ir entendendo como funciona e me adaptar melhor”, ressaltou.
Expectativa da família
“Na verdade, foi tudo muito rápido. Cheguei ao Brasil e fiquei um tempo com minha família, desliguei o telefone e fiquei dois dias off. O que passei foi muito difícil. No primeiro dia em que comecei a pensar no futuro, veio a possibilidade de jogar no Corinthians, por tudo que passei na fase de recuperação, o carinho que tive aqui após esse período, a amizade com todo mundo… Na conversa que tive com meu pai e meu irmão, a princípio, ficaram surpresos, mas logo entenderam os pontos e estão felizes agora, ansiosos para me ver jogar”, revelou.
Calendário do futebol brasileiro
“Vai ser um desafio. Além do calendário, cada estado é um clima diferente, cada estádio é um gramado diferente, são detalhes. Eu me cuido muito, muito mesmo. Acredito que hoje em dia para ter uma performance boa, o cara tem que se cuidar bem. E eu vou fazer o máximo para estar em campo o máximo de jogos possíveis, mas na hora que tiver um risco e precisar ficar de fora, o Corinthians tem bastante profissionais capacitados para gerir o grupo”, afirmou.