Julianne Moore, sem apresentações

Julianne Moore, sem apresentações

A primeira impressão ao encontrar Julianne Moore é sua delicadeza e simpatia. Em um quarto luxuoso de hotel em Londres, ela nos recebe sorridente. Inquieta, logo pede o iPad deste repórter para mostrar seus cachorros no Twitter. “Eles usam a mesma roupa porque gosto que combinem”, diz com entusiasmo. A segunda impressão é sua beleza marcante. Aos 53 anos, Moore mantém os traços irretocáveis, sem a artificialidade típica das cirurgias plásticas.

Em 30 anos de carreira, a atriz explorou profundamente os limites da emoção através de uma série de papéis inesquecíveis no cinema, incluindo uma colaboração no filme dirigido pelo brasileiro Fernando Meirelles, Ensaio sobre a Cegueira (2008).

Nesta entrevista à Gente, a nova-iorquina indicada quatro vezes ao Oscar, e mãe de dois filhos, confessa por que aceitou dar vida à presidente Alma Coin, da franquia adolescente Jogos Vorazes. “Realizei o filme para os meus filhos”, conta. Julianne, atualmente casada com o diretor Bart Freundlich, dez anos mais novo, gosta de falar abertamente sobre envelhecimento, carreira e por que se decidiu pela cidadania britânica.

Recentemente  você se tornou cidadã britânica. Por que fez isso?
Em primeiro lugar foi pela minha mãe, que nasceu na Escócia. Mas a decisão foi tomada após um jantar com o Liam Neeson e o Ralph Fiennes. Eles comentaram sobre um papel para o qual eu seria ideal. Fui atrás e descobri que seria somente para atores da União Europeia. No passado, os americanos não podiam ter duas cidadanias, mas hoje isso é possível, então resolvi tirar a minha. Tenho certeza de que minha mãe ficaria orgulhosa.

Você está envelhecendo tão bem. Já fez algum procedimento estético? Qual o segredo?
Nunca fiz cirurgia plástica. Acho esse assunto chato. Nosso medo de envelhecer é, na verdade, o medo de morrer. É isso que deixa as pessoas apavoradas.

O que você acha da ideia de mortalidade para atores?
Os momentos da vida são quase que congelados no tempo para o ator, pois são aqueles que você coloca em um filme. E eles não morrem. Por isso, nós atores estamos sempre tentando capturar o tempo; o que é se apaixonar, estar vivo, descobrir algo. Esse conceito de mortalidade é algo que penso com frequência, pois me ajuda a apreciar ainda mais a vida.

Você se arrepende de certas escolhas na carreira?
Acredito que se você tem a resposta a um papel imediatamente é porque você tem conexão com aquele personagem. Atores têm essa conexão quando eles realmente querem o papel. Em um período da minha carreira nem sabia se teria uma carreira de fato. Todos os atores se sentem assim. Na realidade você não tem controle. É um constante  trabalho free lance.

 

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