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Julia Konrad fala sobre estupro conjugal que sofreu durante relacionamento

Crédito: Reprodução/ Instagram

A atriz Julia Konrad abordou um tema muito importante com a revista Claudia nessa terça-feira (30). Julia falou sobre sua experiência com violência doméstica, e sobre algo que acontece com muitas mulheres, mas não é reconhecido pelas vítimas nem por quem está em volta: o estupro conjugal.

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Ela citou alguns trechos em seu Instagram, e contou como é importante entender os sinais e perceber o que está acontecendo, além de pedir ajuda. “Me reconhecer como vítima de violência doméstica não foi um processo fácil. Anos atrás, vivi um relacionamento abusivo onde fui vítima de violência psicológica, verbal e sexual

A atriz explica que, durante o isolamento social, casos como esse têm aumentado e, mesmo assim, continuam sendo pouco denunciados. “Conto como uma violação sexual pode se dar de forma insidiosa dentro de um relacionamento, até onde entendemos o conceito de consentimento, e como vítimas são incapazes de identificar as violações sofridas. Quero deixar claro desde já que meu único objetivo é alertar mulheres para situações abusivas que possam estar vivendo neste momento. Durante o isolamento social, temos visto um aumento alarmante no número de casos de violência doméstica, mas ainda existe uma imensa subnotificação”, completa.

Julia dá alguns detalhes do que sofreu, fazendo com que o leitor entenda o que ela sentiu e como reconhecer os sinais do estupro conjugal. “Consentimento é um território nebuloso, especialmente quando se trata de um casal. Se eu deixei, é porque eu queria, certo? Foi consentido, apesar do sangramento que virou rotina pós-sexo. Aprendia lidar com a dor ao urinar. O problema era meu, afinal, eu era frígida, teria algum bloqueio mal resolvido, insinuava ele. A única vez que tentei conversar sobre como eu gostava de transar, fui humilhada, enquanto ele gritava que eu não sabia o que era sexo com um homem de verdade”, escreveu.

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me reconhecer como vítima de violência doméstica não foi um processo fácil. anos atrás, vivi um relacionamento abusivo onde fui vítima de violência psicológica, verbal e sexual. a elaboração desse tipo de trauma muitas vezes leva anos, e comigo não foi diferente. e antes de mais nada, quero deixar aqui minha imensa gratidão a todos que fazem parte desse caminho comigo, me acolhendo, amparando, fortalecendo. vocês sabem quem são <3 hoje, pela primeira vez, trago a público detalhes da minha experiência com um tipo de violência contra a mulher que não é entendida, e muito menos falada abertamente: o estupro conjugal. em uma carta aberta publicada pela @claudiaonline, conto como uma violação sexual pode se dar de forma insidiosa dentro de um relacionamento, até onde entendemos o conceito de consentimento, e como vítimas são incapazes de identificar as violações sofridas. quero deixar claro desde já que meu único objetivo é alertar mulheres para situações abusivas que possam estar vivendo neste momento. durante o isolamento social, temos visto um aumento alarmante no número de casos de violência doméstica, mas ainda existe uma imensa subnotificação. espero que meu relato possa ajudar mulheres a identificar violências sofridas, e que dessa forma consigam buscar ajuda psicológica e legal. a todas que precisam de amparo, o @mapadoacolhimento é fundamental como ponto de partida. obrigada guta pelo espaço, e principalmente, pelo cuidado imenso comigo. deixo o link para a carta na bio. se você, como mulher, se reconhecer no meu relato, saiba que não está sozinha. jamais <3

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