Esportes

Juíza diz que jogadoras da seleção de futebol dos EUA não podem fazer greve


Em busca de condições igualitárias de pagamentos entre os homens e as mulheres que vestem a camisa dos Estados Unidos, as jogadoras de futebol do país encontraram um obstáculo nesta sexta-feira. Uma juíza federal decretou que as atletas não têm o direito de realizar uma greve em protesto contra o atual cenário.

Sharon Johnson Coleman julgou que uma possível organização de greve das jogadoras não procederia porque elas estão sob uma cláusula em seus contratos que não permite que realizem tal paralisação.

No fim de março deste ano, a Associação das Jogadoras da Seleção Nacional dos Estados Unidos moveu uma ação contra o órgão responsável pela modalidade no país, a U.S Soccer. Nela, exigia mudanças no atual sistema de pagamentos para homens e mulheres que servem a seleção.

Por mais que não houvessem declarado abertamente a possibilidade de greve, as jogadoras, representadas por Carli Lloyd, Megan Rapinoe, Rebecca Sauerbrunn, Hope Solo e Alex Morgan, estariam cogitando a paralisação. Até a Comissão de Oportunidades Iguais de Emprego (EEOC, na sigla em inglês) as apoiou no caso.

Mas a juíza Sharon Johnson Coleman tratou de deslegitimar esta possibilidade, alegando que, ao menos até o fim deste ano, as atletas estão impedidas de armar a greve graças à cláusula em seus contratos. “Nós estamos satisfeitos com a decisão da corte e nos mantemos comprometidos a negociar um novo acordo para ter efeito a partir do ano que vem”, comunicou a U.S. Soccer.


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A ação movida pelas atletas contra a entidade leva em conta os valores obtidos pela U.S. Soccer em 2015. De acordo com os documentos levantados por elas, a seleção feminina dos Estados Unidos gerou US$ 20 milhões a mais em receita que a masculina no ano passado. Ainda assim, as mulheres seguem recebendo da entidade uma quantia bem inferior aos homens.

De acordo com os números levantados pelas atletas e pela EEOC, cada jogadora da seleção norte-americana pode ganhar de US$ 3.600 a US$ 4.950 por partida pelo país, dependendo da importância do confronto em questão e do resultado, enquanto os jogadores levam de US$ 6.250 a US$ 17.625. As mulheres faturariam US$ 99 mil cada se vencessem cada um dos 20 amistosos disputados no ano, número mínimo exigido pela U.S. Soccer, enquanto os homens ganhariam US$ 263.320 pelo mesmo feito. E mais, eles receberiam US$ 100 mil mesmo se perdessem todas estas partidas.

Os números ficam ainda mais discrepantes se for levada em consideração a participação dos países na Copa do Mundo. Campeã do Mundial do ano passado no Canadá, a seleção feminina recebeu um total de US$ 2 milhões, enquanto os homens faturaram US$ 9 milhões no Brasil, mesmo sendo eliminados nas oitavas de final.

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