O JPMorgan estima que a fábrica da Suzano Papel e Celulose afetada por um incêndio na terça-feira, 31, responde por cerca de 20% das receitas totais da empresa e que, apesar de ter seguro para as perdas, a produção pode ser comprometida pela parada por questões de segurança, sem contar as perdas de estoque, cujo volume ainda não foi estimado pela companhia. “O fogo atingiu parte dos armazéns e ainda não foi quantificada a perda dos estoques. As máquinas e equipamentos de produção não foram danificados, mas foram paralisados”, avaliou o JPMorgan, em comentário assinado pelos analistas Lucas Ferreira, Rodolfo Angele e Mandeep Singh Manihani. A unidade está localizada no município de Suzano, na Grande São Paulo, e o incêndio foi controlado ainda na noite de ontem, com perdas nas bobinas de papel e estrutura do galpão de armazenagem, cobertas por seguro. A Suzano informou que as unidades de produção não foram afetadas, mas que foram paralisadas por motivos de segurança e estão sendo retomadas aos poucos. “A companhia possui flexibilidade de produção e estoques em outras unidades e está trabalhando para minimizar os impactos para os clientes”, informou a Suzano, em nota oficial. O JPMorgan considerou que as ações devem cair hoje com o acidente, mas essa pode ser uma oportunidade de compra, já que os danos parecem ser apenas ligeiramente negativos. A recomendação do banco para a Suzano é overweight – desempenho acima da média do mercado – e o preço-alvo é de R$ 14,66. As ações PNA da Suzano são o destaque negativo do Ibovespa, com queda de 2,93%, a R$ 14,23, enquanto o índice sobe 0,16%, aos 48.549 pontos.