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Jovem pede ajuda nas redes sociais após 9 anos sendo perseguida pelo ex

Crédito: Reprodução/EPTV

Uma jovem decidiu pedir ajuda na internet depois de nove anos sendo perseguida por um ex-namorado em Americana, no interior de São Paulo.

Em um desabafo publicado em suas redes sociais em 19 de março, a jornalista Beatriz Alencar, de 25 anos, conta que os episódios de assédio de Felipe Marinho Eberle vão da criação de perfis falsos para espalhar fotos dela nua até uma aprovação no vestibular para estudar na mesma faculdade que ela, com o intuito de vigiá-la presencialmente.

“Há anos eu não uso redes sociais. Me privei de muita coisa e hoje cansei. Preciso explanar para o mundo para que eu possa viver sem tanta gente vindo me perguntar o motivo de eu estar enviando fotos íntimas minhas para pessoas com as quais nunca conversei”, diz Beatriz na publicação.

Ao UOL, ela contou que tudo começou em 2012, quando ela tinha 16 anos e Felipe, 24. Eles moravam em Americana e se aproximaram pelo chat de um jogo online.

“Passamos a nos falar com muita frequência e migramos as conversas para o MSN. A relação virou uma espécie de namoro virtual. Dois meses após o começo do relacionamento, nós nos conhecemos pessoalmente e, quando isso aconteceu, já nos considerávamos namorados. No primeiro encontro, minha mãe estava junto”, disse Beatriz.


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Três meses depois ela descobriu que ele não morava na cidade, mas estava lá para ficar mais próximo de uma ex-namorada, de quem já estava separado há cerca de dois anos, mas para quem mandava mensagens diariamente.

Ela conta que descobriu que ele acessava sites com conteúdos adultos, e que postava fotos de mulheres nuas. Com um tempo, ele também pediu para que ela tirasse fotos sensuais para ele.

Ainda em entrevista ao UOL, ela conta que o relacionamento acabou ainda em 2012, depois que ele divulgou as primeiras fotos dela nua.

“Foi nesse momento que eu percebi que a insegurança que eu tinha quando enviava as fotos para ele não era imaginação minha. Quando o primeiro vazamento de fotos veio à tona (…) eu entendi que não estava louca”, contou a jornalista ao UOL.

Beatriz conta que o homem chegou a persegui-la online mesmo após ela se mudar para a Austrália para realizar um intercâmbio, em 2018. Ele descobriu o número de telefone que ela usava no país.

De acordo com o UOL, o caso de Beatriz ocorre sob sigilo na Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Americana. A defensa tenta fazer com que ele responda pelos artigos 241 A e E, do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), e 218 C, do Código Penal, que condena a divulgação de imagens pornográficas de crianças e adolescentes mesmo depois que eles completam a maioridade, como é o caso de Beatriz.

Veja abaixo a publicação da jornalista no Facebook em que ela faz a denúncia sobre a perseguição de seu ex-namorado.

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