Uma jornalista de um canal de televisão estatal russo morreu na explosão de uma “mina inimiga” na região de Belgorod, na fronteira com a Ucrânia, anunciou a emissora nesta quarta-feira.
“Anna Prokofieva, correspondente de guerra do Pervy Kanal, morreu no exercício de sua profissão. Aconteceu na região de Belgorod, fronteiriça com a Ucrânia, onde a equipe de filmagem […] passou por cima de uma mina inimiga”, afirmou a emissora pública.
Um cinegrafista ficou ferido e está em condição “grave” no hospital, segundo o governador da região vizinha de Kursk, Alexander Khinshtein.
Anna Prokofieva, 35 anos, estava fazendo reportagens “na área da operação especial”, termos usados pela Rússia para definir a ofensiva em larga escala contra a Ucrânia iniciada em fevereiro de 2022.
Na segunda-feira, um repórter, um cinegrafista e um motorista morreram no leste da Ucrânia, informaram os meios de comunicação para os quais trabalhavam, o jornal russo Izvestia e a emissora de televisão pública Zvezda, vinculada ao Ministério da Defesa da Rússia.
Desde o início da ofensiva russa, em 24 de fevereiro de 2022, pelo menos 15 jornalistas morreram durante o exercício da profissão, segundo ONGs especializadas.
O coordenador de vídeo da AFP na Ucrânia, Arman Soldin, morreu em 9 de maio de 2023, aos 32 anos, em um ataque com foguetes quando preparava uma reportagem em Chasiv Yar, perto da frente de batalha, na região de Donetsk.
A Rússia acusou diversas vezes a Ucrânia de ter apontado ataques contra jornalistas russos, mas nega sistematicamente sua responsabilidade nas mortes de profissionais da imprensa atribuídas aos bombardeios de seu Exército.
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