Jornal fala em eleições na Ucrânia, mas Zelensky desmente

ROMA, 11 FEV (ANSA) – O gabinete do presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, desmentiu uma reportagem publicada nesta quarta-feira (11) pelo Financial Times que afirmava que o líder de Kiev pretendia anunciar novas eleições e um referendo em 24 de fevereiro, quando a guerra no país completará quatro anos.   

Citando funcionários ucranianos e europeus envolvidos na questão, o jornal revelou que a Ucrânia começou a trabalhar em um plano eleitoral em conjunto com um referendo sobre um possível acordo de paz com a Rússia, depois de o governo dos Estados Unidos ter pressionado Kiev a realizar ambas as votações até 15 de maio, sob pena de perder as garantias de segurança oferecidas por Washington.   

Na semana passada, Zelensky declarou que os EUA “querem fazer tudo [concluir as negociações de paz] até junho, de modo a encerrar a guerra” e que “querem um programa claro”.   

A realização do pleito, enfatizou o Financial Times, representaria uma mudança política radical para um presidente que repetidamente argumentou que tais eleições são impossíveis enquanto o país permanecer sob lei marcial, milhões de ucranianos estiverem deslocados e cerca de 20% do território estiver sob ocupação russa.   

No entanto, as fontes citadas na reportagem ressaltaram que tanto o planejamento ucraniano quanto o ultimato americano dificilmente serão implementados, pois dependem de diversos fatores, incluindo a possibilidade de progresso rumo a um acordo de paz com o presidente russo, Vladimir Putin.   

De qualquer forma, a medida exaltaria um suposto desejo de Zelensky de maximizar suas chances de reeleição, ao mesmo tempo em que tranquilizaria o líder dos EUA, Donald Trump, de que Kiev segue ativa em seus esforços para um acordo de paz.   

Em uma breve nota, o gabinete presidencial ucraniano rebateu as informações publicadas pelo Financial Times: “Até que não haja segurança, não haverão anúncios [de eleições]”, diz um comunicado citado pela RBC. (ANSA).