Jorginho Frello, que atua como volante no Flamengo, desabafou em suas redes sociais, pois sua filha e sua esposa teriam sido maltratadas pelo segurança da artista Chappell Roan.
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Nas suas redes sociais, o jogador do Flamengo publicou seu relato, alegando que sua filha foi alvo de tratamento hostil por parte do segurança de Chappell Roan.
A situação ocorreu após, segundo Jorginho, sua filha ‘simplesmente passar perto da mesa da cantora’ durante o café da manhã em um hotel de São Paulo. Isso ocorreu porque tanto os familiares do jogador quanto a artista estavam hospedadas no mesmo local.
Chappell está em SP para se apresentar no Lollapalooza 2026 neste sábado, 21.
Jorginho alegou que sua esposa Catherine Harding, também conhecida pelo nome artístico Cat Cavelli – que é cantora, compositora e personalidade da TV britânica – estava tomando café da manhã no hotel com a filha do casal.
Ao reconhecer a cantora no restaurante do hotel a menina, que havia feito até um cartaz à mão, passou pela mesa da artista, olhou para confirmar que era ela, sorriu e voltou para sentar com a mãe. Nada mais.
“Ela não falou nada, não pediu nada. E sabe o que é pior – ela nem chegou a abordar”, disse Jorginho em seu Instagram.
Após isso, um segurança da cantora teria ido até a mesa da família e começado a falar de forma ‘extremamente agressiva’ com a mãe e a filha, acusando a criança de estar ‘desrespeitando’ e ‘assediando’ a artista.
O segurança de Chappell ainda teria ameaçado fazer uma reclamação formal contra as duas junto ao hotel enquanto a menina de 11 anos chorava à mesa.
‘Sem os seus fãs, você não seria ninguém’
Revoltado com o episódio, o jogador fez questão de contextualizar que convive há anos no meio do futebol, com figuras públicas e com a exposição que isso traz.
“Eu convivo há muitos anos com o futebol, com exposição, com pessoas conhecidas, e sei muito bem o que é respeito e limite. O que aconteceu ali não foi isso”, disse.
A publicação encerrou com uma mensagem direta à cantora, em letras maiúsculas: “@chappellroan, sem os seus fãs você não seria ninguém. E aos fãs, ela não merece o carinho de você.”
Vale destacar que o relato é unilateral – apenas a versão da família foi publicada até o momento. A equipe de Chappell Roan e o hotel não se pronunciaram sobre o caso.
É possível que os seguranças tenham agido por protocolos internos de segurança da artista, embora a forma relatada tenha sido considerada desproporcional pela família.
Veja o que Jorginho Frello publicou no seu Instagram, na íntegra:
Vivi uma situação muito triste com a minha família agora mais cedo.
A minha esposa ( @catcavelli ) está em São Paulo para o @lollapaloozabr . Hoje de manhã, minha filha acordou extremamente animada, fez até um cartaz de tão feliz que estava para ver uma artista que ela admira, ou admirava muito. @chappellroan
Por coincidência, elas estão hospedadas no mesmo hotel que essa artista. Durante o café da manhã, a artista passou perto da mesa delas. Minha filha, como qualquer criança, reconheceu e ficou empolgada e quis ter certeza que era ela.
E sabe o que é pior, ela nem chegou a abordar. Ela apenas passou pela mesa da cantora, olhou para confirmar era ela, sorriu e voltou para a mesa com a mãe. Ela não falou nada, não pediu nada.
O que aconteceu depois foi completamente desproporcional.
Um segurança grande foi até a mesa delas enquanto ainda estavam tomando café da manhã e começou a falar de forma extremamente agressiva com a minha esposa e com a minha filha, dizendo que ela não deveria permitir que minha filha “desrespeitasse” ou “assediassse” outras pessoas.
Sinceramente, não sei em que momento passar por uma mesa e olhar para ver se é alguém pode ser considerado assédio.
Ele ainda disse que faria uma reclamação contra elas no hotel, enquanto a minha filha de 11 anos estava chorando à mesa.
Minha filha ficou super assustada e chorou muito.
Eu convivo há muitos anos com o futebol, com exposição, com pessoas conhecidas, e sei muito bem o que é respeito e limite. O que aconteceu ali não foi isso.
Foi apenas uma criança admirando alguém.
É triste ver esse tipo de tratamento vindo de quem deveria entender o peso que os fãs têm. No fim das contas, são eles que constroem tudo isso.
Espero sinceramente que isso sirva de reflexão. Ninguém deveria passar por isso, muito menos uma criança.
@chappellroan ,
SEM OS SEUS FÃS VOCÊ NÃO SERIA NINGUÉM.
E AOS FÃS, ELA NÃO MERECE O CARINHO DE VOCÊS
O debate sobre os limites com os fãs
O episódio reacende um debate que já era comum quando o assunto é a artista em questão.
No ano de 2024, a cantora ganhou notoriedade internacional não apenas por seus hits, mas também por ser uma das artistas que mais falou publicamente sobre os limites que deseja estabelecer com os fãs.
“Não concordo com a noção de que devo uma troca mútua de energia, tempo ou atenção a pessoas que não conheço, não confio ou que me assustam — só porque estão expressando admiração. As mulheres não lhe devem uma razão pela qual não querem ser tocadas ou conversadas”, disse a cantora em um de seus vídeos.
Em outras declarações nas suas redes sociais, ela foi ainda mais enfática: “Eu não dou a mínima se você acha que é egoísmo da minha parte dizer não para uma foto ou para seu tempo ou para um abraço. Isso não é normal.”
Alguns artistas disseram que ela estaria ‘exigindo o básico’. Artistas como Hayley Williams apoiaram Chappell e disseram que a ‘cultura do stan’ – termo para designar o comportamento de fãs obsessivos – nas redes sociais normalizou o assédio aos artistas.
Quem é Chappell Roan
Chappell Roan é o nome artístico de Kayleigh Rose Amstutz. A artista nasceu em Willard, Missouri, em um ambiente descrito pela própria como cristão e conservador, que diz que ‘cresceu pensando que ser gay era errado’.
Chappell se tornou uma das vozes mais importantes da música pop da atualidade, além de estar atrelada à comunidade LGBTQIA+.
Ela construiu uma carreira marcada por altos e baixos: foi dispensada pela Atlantic Records após o lançamento de Pink Pony Club, chegou a trabalhar em uma lanchonete no Missouri e recomeçou de forma independente até lançar, em 2023, o álbum The Rise and Fall of a Midwest Princess, que a catapultou ao estrelato.
Sua sonoridade mistura synth-pop oitentista e baladas melancólicas com uma estética vibrante inspirada na cultura drag queen. Sua relevância cultural se consolidou em 2024 com o hit viral Good Luck, Babe!.
Além disso, realizou apresentações no Coachella e na turnê de Olivia Rodrigo. Em 2025, Chappell Roan ganhou o Grammy de Melhor Artista Revelação.