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Joe Biden alerta Putin e diz que não irá tolerar ataques


WASHINGTON, 16 JUN (ANSA) – Em um tom firme, mas conciliador, o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, afirmou nesta quarta-feira (16) que é “a favor da América, não contra a Rússia” e explicou que promoverá retaliações cibernéticas caso Moscou siga com ciberataques a setores chave da infraestrutura americana.   

“Minha agenda não é contra a Rússia ou qualquer outra pessoa, é pelo povo americano”, disse Biden.   

Durante sua coletiva de imprensa em Genebra, na Suíça, após encontro com o presidente russo, Vladimir Putin, o democrata listou 16 áreas da infraestrutura dos EUA que precisam ficar “fora dos limites” dos ataques russos.   

Segundo ele, os especialistas terão como base “entendimentos específicos sobre o que está fora dos limites e acompanharão”, desde o setor de energia até os sistemas de água.   

“Não vamos tolerar ameaças da Rússia à nossa soberania”, afirmou Biden, acrescentando que Putin “concordou em princípio, mas o princípio é uma coisa, tem que ser apoiado pela prática”.   

O presidente americano explicou que deixou claro ao líder russo que seu governo permanecerá se opondo as ações de Moscou que ferirem os direitos humanos. Biden citou como exemplo o caso do opositor Alexei Navalny e garantiu que as consequências para o Kremlin serão “devastadoras” caso ele venha a morrer.   

Ao ser questionado sobre quais medidas serão tomadas para evitar a interferência russa nas eleições no futuro, o democrata respondeu que Putin sabe que haverá uma resposta.   

“A Rússia está tentando desesperadamente manter sua posição como potência mundial. Perder esse status será o preço a pagar pela interferência contínua. Eles não são capazes de ditar o que acontece no mundo”, disse.   

Em seu pronunciamento, Biden reforçou a importância de se reunir com Putin pessoalmente “para que não houvesse engano sobre suas intenções”.   

“Fiz o que vim fazer. Número um: identificar áreas de trabalho prático que nossos dois países podem fazer para promover nossos interesses mútuos e também beneficiar o mundo. Dois: Comunicar diretamente que os EUA responderão a ações que prejudiquem nossos interesses vitais ou de nossos aliados. E terceiro, para definir claramente as prioridades de nosso país e nossos valores para que ele ouvisse diretamente de mim”, explicou.   

Biden ainda garantiu que o tom da reunião, “que foi um total de quatro horas, foi bom, positivo”. “Não houve nenhuma ação estridente tomada”.   

Em declaração conjunta, os dois presidentes classificaram o encontro como “uma reunião cooperativa”, na qual ambos líderes “provaram que são capazes de avançar em objetivos comuns “mesmo em períodos de tensão”.   

“A cooperação russo-americana ajuda a reduzir a ameaça de nossos próprios conflitos e a ameaça de guerra nuclear”, declararam Putin e Biden. (ANSA)

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