Cultura

‘Joaquim’, no grande dia do Brasil na Berlinale

E chegamos à tão esperada quinta-feira, 16. É o grande dia do Brasil na Berlinale. Muitos filmes já foram apresentados nas diversas seções paralelas, alguns são muito bons (Como Nossos Pais, de Laís Bodanzky, e As Duas Irenes, de Fábio Meira), outros são obras de uma ambição tão imensa que precisam de tempo para ser assimilados (No Intenso Agora, de João Moreira Salles). O mercado está interessado na produção nacional. “Os distribuidores coreanos ficaram encantados com Como Nossos Pais”, comemora o produtor Fabiano Gullane. E é nesse quadro que chega, à competição, Joaquim.

O longa de Marcelo Gomes sobre o alferes Joaquim José da Silva Xavier antes de se transformar no mítico Tiradentes passa às 12 horas, daqui, 9 horas do Brasil. O diretor já disse que pesquisar para o filme de época o ajudou a entender o País atual. “As origens de nossos problemas estão todas no passado.” Até agora, na apresentação de filmes como Rifle, de Davi Pretto, e Pendular, de Julia Murat, ou no tradicional coquetel da embaixada para os artistas presentes em Berlim, os diretores têm aproveitado a vitrine da Berlinale para ler um documento da categoria cobrando uma política pública para o cinema brasileiro. Apesar dos resultados positivos, há apreensão pelo futuro da Ancine, após a saída de Manuel Rangel. A questão que não quer calar – o que está sendo preparado para hoje?

“Estamos mais maduros. Teria ficado preocupado se a gente continuasse só no espírito do ‘Fora, Temer’, que tende a ser desautorizado como coisa de radicais. O que o documento cobra é uma política pública para o cinema, e a cultura, e isso é urgente”, avalia o roteirista Luiz Bolognesi. “Só o fato de a carta, na embaixada, ter sido lida por várias pessoas que iam se alternando já mostra que é um movimento coletivo, não alguma reação isolada.” Como tudo isso vai repercutir em Brasília? Há quase um ano, o protesto na escadaria de Cannes teve desdobramentos que duraram 2016 inteiro. E agora, ministro Roberto Freire?

O festival prossegue com seus altos e baixos. Nem os fãs de carteirinha do espanhol Álex de la Iglesia se empolgaram com El Bar, uma alegoria sobre o estado do mundo em que os frequentadores de um bar são vítimas de um atirador. Eles fogem para o porão, o clima é de desconfiança e perigo. Muito melhor é Sage Femme, do francês Martin Provost. Uma médica especializada em trazer bebês ao mundo (Catherine Frot) tem de ajudar outra mulher (outra Catherine, a Deneuve) a morrer. Há entre elas diferenças profundas. Frot era muito jovem quando Deneuve ‘destruiu’ a família e, depois, abandonou seu pai. O encontro das duas Catherines é sensacional e o diretor logra outro vigoroso retrato de mulher(es), após Séraphine e Violette.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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