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Amoêdo defende fim de privilégios para políticos

Crédito: Reprodução / ISTOÉ

João Amoêdo (Crédito: Reprodução / ISTOÉ)

O pré-candidato do Partido Novo à Presidência da República, João Amoêdo, participou nesta segunda-feira 23 de sabatina na Editora Três. No debate, o presidenciável deixou clara sua postura contra os privilégios que tradicionalmente a classe política possui no Brasil.

Assista à íntegra da entrevista:

“Eu me assusto quando vejo acordos da velha política, senador com 90 assessores não dá mais, e isso é uma demanda da população”, disse. “Temos que renovar o Congresso com outras posturas e práticas, com pessoas que viveram no mundo real e pagaram impostos a vida toda, só assim vamos ter uma realidade diferente”, disse o candidato.

Para Amoêdo, que não vai utilizar dinheiro nem do fundo partidário, nem do fundo eleitoral para fazer sua campanha, mas sim por meio de vaquinhas e doações, a reforma da previdência e também a revisão de benefícios para empresas concedidos no passado serão revistos. “Tudo isso tem espaço para gente reduzir, o estado brasileiro é muito gastador”, disse.

No debate o candidato ainda falou sobre os projetos que manteria, caso seja eleito em outubro.  “O Bolsa Família, o currículo escolar reformulado, a reforma trabalhista, o teto dos gastos, esse modelo da privatização da Eletrobras, a reforma da previdência”, disse o candidato. “Ao Banco Central eu daria mais autonomia e independência e manteria o atual presidente, Illan Goldfajn, além de descasar os mandatos em nome dessa maior independência”.

Sobre as parcerias e benefícios a empresas Amoêdo também se disse contrário à prática. “Não tem que ter incentivo para empresário, isso acaba criando um balcão de negócios”, afirmou. “Desoneraçõos tem que ser feitas e temos que fazer a livre concorrência, senão concentra o mercado e o cidadão é que paga a conta duas vezes – pela concentração e depois pela falta de opções”.

O candidato disse também que manteria o BNDES, mas como um órgão de projetos. “Ele tem uma inteligência muito grande, mas não precisa ser um banco que faz empréstimos”, disse. “Foi dado a ele um caráter ideológico e ele foi usado para a manutenção do poder”.

A respeito da corrupção no Brasil, Amoêdo disse que se sentiu muito decepcionado com a postura do PSDB em relação a Aécio Neves. “O partido ao fazer panos quentes e ser muito condescendente endossa essas práticas”.

Desconhecido para grande parte da população, mas nome forte no mercado financeiro, Amoêdo passou por instituições como Citibank, BBA, Creditansalt, Fináustria, além de ter sido vice-presidente do Unibanco e membro do conselho de administração do Itaú-BBA.

Ele deixou o mercado financeiro para ajudar na criação do Partido Novo com o objetivo de reconstruir a política brasileira no longo prazo. Sua motivação foi a insatisfação com a política tradicional e a crise institucional instaurada no País nos últimos anos.