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Jill Biden, a energia unificadora por trás do candidato democrata à Casa Branca

Jill Biden, a energia unificadora por trás do candidato democrata à Casa Branca

Joe Biden e sua mulher, Jill, em Bristol (Pensilvânia), em 24 de outubro de 2020 - AFP

Há meses, Jill Biden atravessa os Estados Unidos sem descanso, com uma mensagem: apenas Joe Biden pode unir um país dividido ao extremo, se chegar à Casa Branca. Sua energia e mensagem otimista são apreciadas pelos eleitores democratas, e também por alguns republicanos.

Com um vigor que muitas vezes supera o de seu marido, que há muito limitou suas viagens de campanha, essa professora de 69 anos visita eleitores em estados-chave que provavelmente tenderão para o lado democrata em 3 de novembro.

Ela convoca os americanos, “democratas e republicanos, rurais e urbanos”, a se unirem para superar as divisões políticas, derrotar a pandemia e a crise econômica.

“Não concordamos em tudo, não é necessário. Ainda podemos nos amar e respeitar uns aos outros”, afirma Jill, em um discurso diretamente oposto ao do republicano Donald Trump.

Neles, ela também expõe uma imagem mais íntima de Joe Biden, cuja vida foi atingida por “tragédias inimagináveis”.

Jill Biden conta especialmente como o ex-vice-presidente Barack Obama teve forças para retomar suas atividades na Casa Branca, poucos dias após a morte de seu filho Beau, por um câncer no cérebro, em 2015.

“Ele aprendeu a curar uma família desfeita e, da mesma forma, se cura uma nação: com amor, compreensão, pequenos atos de bondade, coragem e uma esperança inabalável”, diz ele, referindo-se à crise que atingiu os Estados Unidos por conta da pandemia e das tensões que se acumulam após quatro anos de governo Trump.

Joe e Jill Biden se casaram em 1977, cinco anos depois de uma primeira tragédia, quando a primeira mulher do senador e sua filha morreram em um acidente de carro.

Ainda pequenos, seus dois filhos sobreviventes, Beau e Hunter, sugeriram ao pai que se casasse com Jill, lembra Joe Biden em suas memórias, onde escreveu: “Ela me devolveu a vida”.

“Ela é a pessoa mais forte que eu conheço”, elogiou o candidato, em um vídeo por ocasião da Convenção Nacional Democrata em agosto.

– Primeira-dama do século XXI –

Jill Biden interrompeu sua carreira quando teve sua filha, Ashley, em 1981, mas retomou os estudos para obter um doutorado em educação.

Ela ainda dá aula em uma universidade no norte da Virgínia, perto de Washington, onde deseja continuar trabalhando mesmo que o marido se torne presidente.

Sem contar Hillary Clinton, que foi senadora por um breve período após a administração de seu marido, Jill Biden seria a primeira-dama a seguir sua carreira profissional.

Se fizer isso, “mudará para sempre as expectativas e limitações” do papel, estima Kate Andersen Brower, autora de um livro sobre a história das primeiras-damas americanas, ressaltando que “a maioria das mulheres americanas deve conciliar a vida profissional com a vida familiar”.

Jill Biden se envolveu na campanha do marido desde as primárias. O candidato democrata adquiriu o hábito de se apresentar como “marido de Jill Biden”.

Solidamente ao lado do marido, ela denunciou as “calúnias” lançadas pelo lado de Trump para “desviar a atenção”, em referência às recentes acusações de corrupção contra Joe e Hunter, o filho mais novo envolvido na polêmica sobre seus negócios na China e Ucrânia, quando seu pai era o vice de Barack Obama.

Manteve-se discreta, porém, diante da acusação de um estupro que teria ocorrido na década de 1990, feita por Tara Reade e rejeitada categoricamente por Joe Biden.

O senador por três décadas e vice-presidente por oito anos (2009-2017) também foi denunciado por ter uma relação muito “tátil” com as mulheres, que se queixavam de gestos invasivos e inadequados.

Jill Biden diz não ver nada além de um comportamento inocente do marido. Joe, por sua vez, garante ter “aprendido” com as declarações dessas mulheres que consideraram seu espaço privado invadido.

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