JBS Terminais tem interesse em seguir operando terminal de Itajaí, diz presidente

Itajaí, 13 – O presidente da JBS Terminais, Aristides Russi Junior, afirmou que o grupo está empenhado em manter a operação definitiva do terminal portuário de Itajaí e acompanha a modelagem do novo arrendamento. Segundo ele, a decisão de participar do leilão previsto para este semestre dependerá da aderência do projeto à estratégia de negócios da companhia.

“Obviamente que a gente está aqui, a gente gostaria de ficar, mas tudo tem que ir ao encontro de uma estratégia da empresa. A gente precisa entender se o ativo realmente vai adicionar valor para a empresa como um todo para fazer sentido no longo prazo”, afirmou Aristides, durante visita de jornalistas às instalações da JBS em Itajaí.

A JBS assumiu a operação do terminal em 2024, de forma provisória, após a saída da antiga arrendatária, em um contexto de queda na movimentação de cargas. Segundo o executivo, o contrato transitório teve como objetivo permitir a retomada das atividades enquanto o governo estruturava o arrendamento definitivo. “O contrato transitório foi uma maneira de retomar as operações. Ele não resolve todas as inseguranças, mas deu tempo para que esse edital de longo prazo aconteça”, disse.

Desde o início da operação, a companhia realizou investimentos de cerca de R$ 210 milhões no terminal, sendo aproximadamente metade destinada à aquisição de dois novos guindastes. Os aportes buscaram recuperar a capacidade operacional após um período de paralisação que, segundo Aristides, retirou cerca de 30% da capacidade instalada de Santa Catarina. “O porto ficou parado por dois anos, em um Estado com competição bastante acentuada”, afirmou.

Ajustes

Apesar dos investimentos, a movimentação mínima prevista pela Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) no contrato provisório ainda não foi plenamente atingida. A expectativa da companhia é alcançar os volumes exigidos ao longo deste ano. “Hoje a operação está retomada, a gente conseguiu consolidar e já está com praticamente 93% do nosso compromisso nos últimos três meses. A nossa expectativa real é alcançar isso em 2026”, disse o executivo.

O leilão para o arrendamento definitivo do terminal é aguardado para este semestre e deve definir o operador no longo prazo. Para a JBS, o ativo é considerado estratégico tanto para o escoamento da produção em Santa Catarina quanto para a economia regional e nacional. “Quando a gente fala da importância desse ativo para Santa Catarina e para o Brasil, ele tem uma relevância bastante grande”, afirmou Aristides.

*O repórter viaja a convite da JBS Terminais.