Economia

JBS cria couro com nanotecnologia que inativa ação do coronavírus

JBS cria couro com nanotecnologia que inativa ação do coronavírus

Fábrica da JBS em Passo Fundo (RS) em meio à pandemia de coronavírus


Por Nayara Figueiredo

SÃO PAULO (Reuters) – A unidade de negócios de couros da JBS lançará um produto com nanotecnologia capaz de tornar inativa a ação do coronavírus causador da Covid-19, antecipou a companhia à Reuters nesta quarta-feira.

Por motivos estratégicos, a JBS Couros disse que não divulgará detalhes comerciais, como a data em que o produto estará disponível para venda e o valor investido.

O lançamento do produto com a chamada tecnologia V-Block será feito tanto nacionalmente quanto no exterior, ressaltou a empresa, que é a maior indústria de processamento de couros do mundo.

O Brasil é o país com o segundo maior número de óbitos por Covid-19, atrás apenas dos Estados Unidos, mas atualmente lidera na média diária de novas mortes, sendo responsável por uma em cada quatro vítimas fatais da doença no mundo por dia, segundo levantamento da Reuters.


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Quanto ao número de casos confirmados, o Brasil ocupa o terceiro lugar global, atrás da Índia e dos EUA.

Neste contexto, a JBS disse que o novo couro passou por testes conduzidos no laboratório de biossegurança de nível 3 (NB3), do Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo (ICB-USP), e mostrou 99% de inativação do coronavírus em 30 minutos a partir do contato com partículas virais.

“O couro recebe um aditivo de micropartículas de prata em seu revestimento, que possui ação antiviral e é indicado para superfícies que podem estar em constante exposição ao vírus, como móveis, assentos e volantes de veículos”, afirmou a companhia.

Itens manipulados com frequência, como roupas, bolsas e carteiras, também podem ser fabricados a partir do couro com a nanotecnologia.

“A aplicação da tecnologia agrega ainda mais valor ao nosso produto, ao auxiliar na preservação e resistência do material”, disse em nota o presidente da JBS Couros, Guilherme Motta.

Segundo a empresa, os testes foram feitas de acordo com a norma internacional ISO 21702, que estabelece os métodos mais adequados para detectar atividade antiviral em plásticos e superfícies não-porosas.

A criação de tecidos e materiais para revestimento que minimizem a propagação da Covid-19 já é uma realidade no Brasil, por parte de outras iniciativas.

O Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), por exemplo, mantém um projeto em parceria com a Secretaria dos Transportes Metropolitanos do Estado de São Paulo que colocou em circulação, no fim do ano passado uma pequena frota de ônibus “antivirais”.

Bancos, colunas e catracas dos veículos foram revestidos com um tecido que possui ação antibacteriana e antiviral que oferece proteção aos vírus influenza, herpes e coronavírus, de acordo com o IPT.

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