JB e PG, juntos e misturados, explodiram o câmbio, a inflação e o desemprego

Crédito: AFP/Arquivos

O presidente Jair Bolsonaro e o ministro Paulo Guedes (Crédito: AFP/Arquivos)


Se política fosse pôker e eu, jogador, estaria mais quebrado que o Brasil. Em 2018, diante da catástrofe Bolsonaro x Haddad, soltei o ‘all in’ e mergulhei de cabeça na candidatura do então ‘apenas’ idiota Jair Bolsonaro.

Mal sabiam eu e boa parte dos 57 milhões de otários que votaram nesse infeliz, que ser idiota era apenas a face mais conhecida – e a menos perigosa – do ogro golpista, psicopata e homicida que desgoverna e destrói o País.

POSTO IPIRANGA

Ignorante confesso, o devoto da cloroquina apelidou Paulo Guedes, à época um respeitado economista liberal e investidor de sucesso, de Posto Ipiranga. Caberia a PG a condução da economia e a resposta para tudo no Brasil.

O prestígio era tamanho, e a incapacidade do amigão do Queiroz recíproca, que o futuro ministro se tornou super ministro da Economia, numa fusão de pastas que o tornou o todo-poderoso da República antes mesmo de assumir.

LIBERAL DE ARAQUE

Contudo, uma vez no poder, Paulo Guedes se mostrou, primeiro, deslumbrado. E, em seguida, perdido. Para tornar-se, enfim, mais um dos fantoches do maníaco do tratamento precoce. Hoje, nem isso é suficiente para mantê-lo no cargo.

Com um desempenho que nos conduziu a 15 milhões de desempregados, inflação de dois dígitos, câmbio nas alturas e a 19 milhões de famintos, ainda restou ao PI a missão de aumentar os impostos para satisfazer o populismo eleitoral do chefe.

IMPOSTO IPIRANGA

PG não só não privatizou porcaria nenhuma como aderiu à sanha arrecadatória do desgoverno Bolsonaro. Hoje, o ex-liberal planeja aumentar – além do IOF, IR e dos dividendos, que já aumentou – mais impostos e criar outros inéditos.

Acreditem, mas há estudos pretendendo tributar criptomoedas, que o sábio Renan Calheiros chama de ‘creptomoedas’, e até mesmo ‘milhas’. Sim! As migalhas que as companhias aéreas nos ‘dão’, estão agora sob a mira do (Im)posto Ipiranga.

ALL IN

Ao olhar para Fernando Haddad, o poste do meliante de São Bernardo, à época o presidiário mais famoso do País, juntei meus cacos, ou melhor, minhas fichas e fui com tudo na dupla JB & PG. Afinal, era ou tudo ou nada contra os ladrões do PT.

Menos de três anos depois, meu ‘all in’ deu errado, quebrei a cara, perdi todas as apostas e ajudei, como meu voto desesperado, a afundar o Brasil. Minha sorte é que não foi grana que eu arrisquei, pois hoje estaria mais quebrado que o País.


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Sobre o autor

Ricardo Kertzman é blogueiro, colunista e contestador por natureza. Reza a lenda que, ao nascer, antes mesmo de chorar, reclamou do hospital, brigou com o obstetra e discutiu com a mãe. Seu temperamento impulsivo só não é maior que seu imenso bom coração.


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