Jantar indigesto

Crédito: Alan Santos/PR

CORONAVÍRUS A recepção de Trump à comitiva de Bolsonaro foi trágica: 17 pessoas ficaram contaminadas (Crédito: Alan Santos/PR)

Bem que Bolsonaro poderia ter escapado da trágica viagem aos EUA na semana passada, quando pelo menos 17 pessoas retornaram ao Brasil com coronavírus. Era só ele e sua comitiva não terem ido à mansão de Trump na Flórida e terem assinado os convênios por meio de malas diplomáticas. Afinal, quando Bolsonaro foi aos EUA, o País já estava no meio da pandemia. Bolsonaro não se preocupou e para lá foi até com a mulher a tiracolo. Desrespeitou as normas que o próprio ministro Luiz Henrique Mandetta vinha recomendando: evitar viagens para locais com focos da doença e fugir de aglomerações. Dito e feito: muitos da sua equipe contraíram o vírus, agravando ainda mais o drama do Brasil, que agora também está no olho do furacão. O próprio Bolsonaro quase se contaminou.

Infectados

O primeiro a se infectar foi Fábio Wajngarten, chefe da Secom, que ficou lado a lado com Trump. O americano testou negativo. Mas Wajngarten pode ter passado o vírus para Karina Kufa, advogada de Bolsonaro. O senador Nelsinho Trad (PSD-MS) e até o ministro do GSI, general Augusto Heleno, também ficaram doentes.

Empresários

O vírus não ficou restrito aos assessores de Bolsonaro. O presidente da CNI, Robson Andrade, que estava na comitiva, também pegou o vírus, além de outro empresário que não quis se identificar. Até o prefeito de Miami, Francis Suarez, que esteve com Bolsonaro na segunda-feira 9, contraiu o coronavírus.

Urnas eletrônicas à prova de fraudes

Rosinei Coutinho/SCO/STF

Em meio à polêmica provocada por Bolsonaro sobre fraudes na eleição de 2018, o TSE faz licitação para comprar 180 mil novas urnas eletrônicas, ao preço de R$ 696,5 milhões. Teme-se que as urnas não fiquem prontas até as eleições de outubro. As peças vêm da China, onde o coronavírus afeta a produção. O problema deverá sobrar para o ministro Luis Roberto Barroso, que assume a presidência do TSE em maio.

Rápidas

* O governo destinará R$ 2,00 por habitante para os Estados enfrentarem o coronavírus. São Paulo, com 46 milhões de pessoas, receberá R$ 92 milhões. Os 210 milhões de brasileiros custarão R$ 420 milhões. Só para as eleições, o governo destinará R$ 2 bi.

* Bolsonaro comemora 65 anos neste sábado 21. A mulher faz aniversário no domingo. O presidente disse que fará uma festinha, apesar do coronavírus. Mais um ato irresponsável, pois reunirá várias pessoas, como garçons.

* O coronavírus reduzirá as atividades na Câmara e no Senado. Na Câmara, Rodrigo Maia admite passar a decidir algumas pautas em reuniões de líderes. Votações podem ser feitas por WhatsApp para evitar aglomerações.

* No Senado, haverá um grande esvaziamento, pois a maioria dos senadores tem mais de 60 anos. Davi Alcolumbre testou positivo e o senador Nelsinho Trad, que também pegou o vírus, confessa ter abraçado “meio Senado”.

Retrato falado

“A palavra impeachment não faz parte do meu dicionário” (Crédito:Gilberto Marques)

Apesar de ter sido atacado pelos bolsonaristas nos atos do final de semana, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, foge da polêmica de abrir a discussão sobre o impeachment de Bolsonaro. Mesmo tendo virado alvo do próprio mandatário, Rodrigo não cede ao canto da sereia de colocar o tema na roda de discussões. Para Maia, processo de impeachment está fora do atual cenário político. “Ele gera insegurança e desconfiança por parte dos atores da sociedade”, disse ele.

Bebianno vive

Dois dias antes de morrer em Teresópolis, o ex-ministro Gustavo Bebianno combinou com o editor desta coluna que concederia uma longa entrevista nesta semana para falar de sua trajetória e da proximidade com Bolsonaro. Ele estava disposto a mostrar documentos de alguns atos desabonadores cometidos pelo atual presidente durante a campanha de 2018. Bebianno sabia de tudo, como os acertos no pleito, inclusive financeiros. Desde que foi demitido de forma humilhante logo no início do governo, com a participação de Carluxo, o filho do meio do presidente, Bebianno ameaçava revelar o que sabia. “Você vem ao Rio e vou lhe contar tudo”, prometeu Bebianno na sexta-feira 13.

Toma lá dá cá

Marco Vinholi, Secretário de Desenvolvimento Regional de SP

Por que o governo de São Paulo lançou o programa Vale do Futuro?
O programa vai desenvolver 22 municípios do Vale do Ribeira e foi lançado pelo governador João Doria para promover o crescimento dessa importante região. Contemplará R$ 1 bilhão em investimentos públicos e R$ 1 bilhão em investimentos privados.

Quais as principais obras serão realizadas?
O Vale do Futuro organiza ações em vários setores, mas só o DER investirá R$ 200 milhões em 12 obras de melhorias em rodovias.

Como a região é uma das mais pobres do Estado, quais serão as prioridades?
O programa prevê a criação de 30 mil novos empregos. Meio bilhão de reais será aplicado somente para garantir à região
mais saúde, moradia e educação.

Livro

Parte das revelações estariam em um livro que preparava. Na obra, usaria material guardado no exterior com amigos, cujos nomes nunca declinou, nem para a mulher Renata. Queria causar impacto para deslanchar sua candidatura a prefeito do Rio. Não deu tempo: morreu de infarto na madrugada de sábado.

Troca de bastão

Com a morte do ex-ministro Gustavo Bebianno, o PSDB decidiu lançar o nome do empresário e advogado Paulo Marinho como candidato a prefeito do Rio de Janeiro pelo partido. Paulo Marinho, que é o presidente estadual do PSDB fluminense, era o maior amigo de Bebianno. A decisão foi tomada com o aval do governador de São Paulo, João Doria, principal liderança tucana.

Flávio Bolsonaro

Marinho foi um dos articuladores da campanha de Bolsonaro. Toda a propaganda do então candidato do PSL foi gravada em sua casa. Ele é o primeiro suplente do senador Flávio Bolsonaro, filho do presidente. Quando demitiu Bebianno, Bolsonaro alegou que o então ministro da Secretaria-Geral queria que o filho fosse preso para Marinho assumir o Senado.

Marcado para morrer

Divulgação

O juiz federal Bruno Savino, de Juiz de Fora, acha que Adélio Bispo de Oliveira, que deu uma facada em Bolsonaro em setembro de 2018, corre risco de morrer caso deixe a penitenciária de Campo Grande (MS). Adélio pode ser transferido para o Hospital Psiquiátrico de Barbacena. O que Adélio pode contar?


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