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‘Já brochei, é desesperador’, diz Fabio Porchat, que estreia série ‘Homens?’

Crédito: Reprodução/Instagram

“Homens?”, série de comédia criada e protagonizada por Fabio Porchat, estreia nesta segunda-feira, 18, às 22h, no canal pago Comedy Central. E o ator afirma que possui algumas semelhanças com seu personagem.

“Já brochei na minha vida. É desesperador, muito tenso. Não sabia o que fazer. Essa coisa da insegurança do Alexandre (seu personagem) de querer mudar e entender o que tá acontecendo à sua volta é uma coisa que tem acontecido muito comigo”, revelou Porchat em coletiva de imprensa realizada na terça-feira da semana passada, dia 12.

A trama gira em torno do publicitário Alexandre (Fabio Porchat), que revela aos seus amigos que tem sofrido com uma impotência sexual. São eles: o médico Pedro (Gabriel Louchard), o empresário Pedrinho (Raphael Logam) e Gustavo (Gabriel Godoy), que é imaturo e mora com a mãe.

Os espectadores devem estar preparados para diversos comentários e piadas de cunho sexual, além de cenas de sexo que sejam mais “semelhantes à vida real” do que a maioria das que vemos na teledramaturgia, segundo seus criadores.

Preparação

Fabio conta que foi a uma clínica especializada no tratamento das disfunções sexuais masculinas. Segundo ele, os homens ficam uma “média de 10 anos brochando” antes de procurar ajuda: “Ou seja, o homem é tão imbecil que ele não fala sobre isso, fica tentando (resolver o problema sozinho)”.

Para Porchat, o problema ainda é pouco comentado, mesmo entre amigos: “Homem só conta vantagem, não conta derrota. Nenhum homem chega e conta: ‘Pô, ontem fui comer uma mulher, pau molão, tentei e não consegui'”.

Referências

Porchat também falou sobre algumas séries estrangeiras que serviram para dar alguma inspiração à produção: “Assisti muito Sex and the City, é muito divertido. Girls também foi uma influência. Adoro Girls. Essa coisa da nudez vem muito do Girls”.

Diversidade

O ator ressaltou a diversidade do elenco: “O personagem (de Raphael Logam), desde o roteiro, era pra ser negro, mas que isso não fosse uma questão. (…) Queria que tivesse um ator cadeirante e um ator negro.”

“A única coisa que eu não queria que tivesse entre os quatro amigos era um gay, porque queria falar desse mundo hétero, os quatro héteros machistas. O gay já seria com certeza mais aberto”, complementou.