Italiano Sassoli é eleito presidente do Parlamento Europeu

BRUXELAS, 3 JUL (ANSA) – O eurodeputado italiano David Sassoli, do Partido Democrático (PD), foi eleito nesta quarta-feira (3) presidente do Parlamento Europeu.   

O italiano, de 63 anos, recebeu 345 votos favoráveis após duas rodadas de votação. Para garantir o posto, ele precisava obter pelo menos 334 votos. Sua indicação foi feita pelo grupo dos socialistas e democratas (S&D).   

Sassoli derrotou a alemã Ska Keller, pelos Verdes, a espanhola Sira Rego, do Grupo da Esquerda Unitária, e o tcheco Jan Zahradil, pelos Conservadores e Reformistas Europeus. Com a vitória, Sassoli, que é deputado do Parlamento Euroepu desde julho de 2009, substituirá o atual presidente do Parlamento Europeu, Antonio Tajani, durante os primeiros dois anos e meio da nova legislatura, na sequência do compromisso alcançado no Conselho Europeu.   

“Todos vocês compreenderão o meu entusiasmo neste momento em assumir a presidência do Parlamento da UE. Agradeço ao presidente Tajani pelo trabalho que realizou, pelo seu grande empenho e por sua dedicação”, disse após o anúncio de sua eleição.   

Segundo o italiano, a “Europa precisa recuperar o espírito dos pais fundadores, combinar crescimento, proteção social e respeito ao meio ambiente e reviver investimentos sustentáveis”.   

Sassoli ressaltou sua vontade e o compromisso de aumentar a “igualdade de gênero e promover um papel maior para as mulheres no topo da economia, política e sociedade”.   

Durante sua declaração no início da votação, o eurodeputado do PD já havia afirmado que se candidatou ao cargo porque “acredita que a Europa será mais forte apenas com um Parlamento Europeu capaz de desempenhar um papel mais importante”.   

“Todos devemos, no entanto, estar empenhados em construir a casa da democracia europeia e este Parlamento deve ser o lar de Democracia europeia”, ressaltou.   

A votação acontece um dia depois de os líderes da UE terem aceitado nomeações para os principais cargos do bloco, com uma mulher pela primeira vez proposta como presidente da Comissão Europeia.   

A surpresa da escolha da ministra da Defesa alemã, Ursula von der Leyen, em substituição a Jean-Claude Juncker, ocorreu depois de dias de negociações difíceis que derrubaram os principais candidatos à presidência.   

A sua nomeação deve ser aprovada pela maioria dos eurodeputados em uma votação em Estrasburgo no próximo dia 15 de julho. Von der Leyen deve discutir a sua nomeação junto com os parlamentares na próxima quarta-feira. Se sua candidatura for rejeitada, os líderes terão um mês para indicar um substituto.   

Por sua vez, Christine Lagarde, atual chefe francesa do Fundo Monetário Internacional (FMI), foi indicada como a primeira mulher a liderar o Banco Central Europeu (BCE).   

Já o primeiro-ministro liberal belga, Charles Michel, foi escolhido para substituir o presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk, enquanto que o ministro das Relações Exteriores da Espanha, Josep Borrell, foi nomeado chefe de política externa da União Europeia. (ANSA)