ROMA, 16 JUL (ANSA) – Em mais um aumento, a Itália registrou 2.898 novos casos de Covid-19 nas últimas 24 horas, elevando para 4.281.214 os contágios confirmados desde o início da pandemia, informou o Ministério da Saúde nesta sexta-feira (16).
O número mantém a tendência de alta vista nas últimas semanas e é o mais alto desde o dia 30 de maio. Com isso, a média móvel de contágios dos últimos sete dias está em 1.817 (eram 1.602 nesta quinta-feira).
Foram ainda 11 mortes, elevando para 127.851 as vítimas da crise sanitária. A média móvel de óbitos caiu na comparação com o dia anterior: está em 14 contra 16 na quinta.
A quantidade de casos ativos, que desconta as curas e as mortes, voltou a subir e está em 42.714, sendo que 41.465 estão em isolamento domiciliar, 1.088 internados para acompanhamento médico e 161 hospitalizados em unidades de terapia intensiva (UTIs).
Foram ainda 205.602 testes realizados no país e a taxa de positividade é de 1,4%. Já as pessoas consideradas recuperadas da Covid-19 somaram 1.070 e chegaram a 4.110.649.
Por conta da alta nos casos, mas não nas mortes, a Itália deve mudar em breve a forma que classifica o risco da pandemia por regiões. Segundo o ministro da Saúde, Roberto Speranza, as hospitalizações terão mais peso do que os demais índices, como a quantidade de casos por milhão e o índice de transmissão (Rt).
A mudança, conforme Speranza, será feita por conta do avanço da vacinação, já que cerca de 47% da população completou o ciclo vacinal.
ISS se manifesta – Também nesta sexta-feira, o presidente do Instituto Superior de Saúde (ISS), órgão ligado ao governo, Silvio Brusaferro, destacou que o cenário das transmissões continuará aumentando por conta da grande flexibilização das regras sanitárias.
“O Rt está em crescimento e passou de 0,66 na última semana para 0,91 nesta. Se nós hoje temos um Rt na faixa do 0,91, estamos projetando que na semana que vem estará em 1,24, com um intervalo entre 1,21 a 1,27”, ressaltou em coletiva.
Na prática, um Rt em 1 significa que 10 pessoas contaminam outras 10 pessoas, acelerando a quantidade de casos. Quando o índice está abaixo de 1, significa que a pandemia tende a desacelerar.
Apesar do otimismo do governo, o líder do órgão científico alerta que a quantidade de pessoas internadas também está em crescimento, mas que esse número sempre apresenta “um atraso” quando comparado à transmissão.
“A evolução no mês de agosto se projeta com um crescimento nas unidades de terapia intensiva e área médica, mas ainda inferior ao nível crítico de 30% a 40%. Mas, é possível que ela ultrapasse 10% de ocupação, com centenas de pessoas internadas, e esse é obviamente o pior cenário”, pontuou.
Outro fato destacado por Brusaferro é que cerca de 2,5 milhões de idosos com mais de 60 anos ainda não iniciaram seu ciclo vacinal. “É extremamente importante que essas pessoas se protejam para evitar efeitos mais críticos da infecção”, alertou. (ANSA).