ROMA, 3 FEV (ANSA) – O ministro da Saúde da Itália, Roberto Speranza, anunciou nesta quarta-feira (3) um novo plano de vacinação anti-Covid que prevê a imunização de mais 7 milhões de italianos até abril, além dos 1,3 milhão já vacinados nesta primeira fase.
Segundo o político, a partir da próxima semana, além dos maiores de 80 anos e pessoas vulneráveis, que receberão doses dos imunizantes da Pfizer e Moderna, serão incluídos na campanha de vacinação professores, funcionários de escolas, policiais, presidiários e trabalhadores de penitenciárias menores de 55 anos.
Para essas categorias, a previsão é de que sejam usadas as doses da vacina desenvolvida pela AstraZeneca, cujo primeiro fornecimento está previsto para a próxima segunda-feira (8).
De acordo com o ministro da Saúde, “o limite de idade para receber a vacina da AstraZeneca poderá ser ultrapassado no futuro após novas avaliações científicas”.
A mudança no plano, que prevê a administração de 14 milhões de doses nos próximos três meses, também levará em conta um novo critério de distribuição para a chamada fase 2.
Conforme solicitado pelos governadores, mais doses serão enviadas para regiões com maior número de idosos a serem vacinados. Isso vai acontecer a partir de meados de fevereiro.
Na sequência, será levado em consideração o critério referente à população residente. Durante a reunião desta quarta-feira, os governos nacional e regionais chegaram a um acordo praticamente unânime sobre a distribuição das três vacinas disponíveis hoje no país.
O objetivo do plano nacional de vacinas revisado é administrar 2 milhões de doses em fevereiro, 4 milhões em março e 8 milhões em abril. “A campanha de vacinação continua livre de crises e disputas políticas. É o mais importante para todo o país”, afirmou Speranza.
Além das vacinas, o ministro italiano lembrou que há “outras opções em avaliação”, como é o caso dos anticorpos monoclonais.
Hoje, inclusive, a Agência Italiana de Medicamentos (AIFA) aprovou o uso de dois tipos de coquetéis para casos específicos.
Já em relação ao imunizante russo Sputnik, Speranza ressalta que não se deve “temer as origens das vacinas”, porque o que é importante é a aprovação da Agência Europeia de Medicamentos (EMA). (ANSA)