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Itália tem novo aumento nos casos, e ministro pede prudência


ROMA, 24 FEV (ANSA) – A Itália registrou nesta quarta-feira (24) mais 16.424 casos e 318 mortes na pandemia do novo coronavírus, elevando os totais de contágios e óbitos para 2.848.564 e 96.666, respectivamente.   

O novo boletim do Ministério da Saúde apresenta um aumento expressivo nos casos, porém uma redução nas mortes em relação a quarta-feira passada, quando haviam sido contabilizados 12.074 diagnósticos positivos e 369 vítimas.   

Por conta disso, a média móvel de contágios em sete dias subiu de 13.233 na terça-feira para 13.854 nesta quarta, maior valor desde 19 de janeiro (13.888), enquanto a de óbitos diminuiu de 312 para 304, menor cifra desde 5 de novembro (298).   

A Itália também soma 2.362.465 pacientes curados e 389.433 casos ativos. Até o momento, o país aplicou 3,75 milhões de vacinas anti-Covid, sendo que 1,35 milhão de pessoas já receberam as duas doses, mais de 2% da população nacional.   

Ministro – Em audiência no Senado nesta quarta-feira, o ministro da Saúde da Itália, Roberto Speranza, afirmou que ainda não existem as “condições epidemiológicas para relaxar as medidas de combate à pandemia”.   


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Um toque de recolher noturno está em vigor em todo o país, e quase 40% da população nacional vive em regiões da “faixa laranja”, que proíbe viagens intermunicipais e a abertura de bares e restaurantes para consumo no local.   

Além disso, algumas províncias, como Bolzano, no extremo-norte, estão em lockdown. “Estamos na reta final, não podemos abaixar a guarda”, declarou Speranza. Segundo o ministro, cinco das 20 regiões italianas estão com a ocupação de UTIs “acima do nível crítico”, e a presença de variantes pode condicionar o futuro da pandemia.   

“A variante inglesa está presente em 17,8% dos novos casos e logo será predominante, e sua maior difusão torna indispensável aumentar o nível de atenção, mas, felizmente, ela não compromete a eficácia das vacinas. As outras duas variantes [sul-africana e brasileira] são mais insidiosas devido à eficácia reduzida das vacinas. Sua difusão é menor, mas é necessário isolar os focos”, disse. (ANSA).   

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