Itália se mobiliza no dia contra violência de gênero

ROMA, 25 NOV (ANSA) – Diversos países pelo mundo estão celebrando nesta segunda-feira (25) o Dia Internacional para a Eliminação da Violência Contra as Mulheres. A campanha, que segue até o dia 10 de dezembro, tem como objetivo combater novos casos de feminicídio.   

No Brasil, mais de 1,2 mil cruzes foram colocadas em frente ao Congresso, na Esplanada dos Ministérios, para representar cada mulher que foi assassinada pelos próprios companheiros em 2018.   

Em ocasião da data, o governo federal também anunciou que lançará uma campanha. A iniciativa terá uma série de encontros técnicos e ações educativas organizada pelo Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos.   

De acordo com um levantamento da Organização das Nações Unidas (ONU), em 2017, 87 mil mulheres morreram no mundo, sendo que 30 mil delas foram mortas pelo ex ou atual companheiro.   

A ONU também informou que uma em cada três mulheres no mundo sofreu violência física ou sexual por seus parceiros. O órgão revelou que 750 milhões de mulheres se casaram antes dos 18 anos e outras 200 milhões foram submetidas a mutilação genital Na Bélgica, mais de 10 mil pessoas se reuniram em Bruxelas, em frente ao Palácio de Justiça, para protestar contra a violência de gênero. Em 2019, 22 mulheres foram mortas no país pelas mãos de companheiros e seus nomes foram lidos durante a manifestação.   

Já em Portugal, o Museu Internacional da Mulher de Lisboa (Mima) abriu suas portas com a exposição “Meu Corpo, Minha Língua”. No país, dados do Observatório de Mulheres Assassinadas, mostram que houveram neste ano 28 casos de feminicídio.   

A França, por sua vez, anunciou novas leis para combater a violência de gênero no país. No sábado (23), milhares de pessoas foram às ruas de Paris para pedir um fim ao feminicídio.   

Ainda na Europa, um estudo elaborado pelo jornal russo Novaya Gazeta, mostrou que quatro em cada cinco mulheres condenadas por homicídio no país foram vítimas de violência doméstica e agiram por defesa.   

– Itália – Na Itália, a data foi celebrada pelo presidente do país, Sergio Mattarella, que afirmou ser uma “emergência pública” os casos de assassinatos de mulheres.   

“A violência contra as mulheres não deixa de ser uma emergência pública e, por esse motivo, a conscientização da seriedade do fenômeno deve continuar a crescer. Ainda há muito a ser feito e toda mulher deve sentir as instituições mais próximas delas”, disse o chefe de Estado da Itália.   

O primeiro-ministro italiano, Giuseppe Conte, afirmou que a violência contra as mulheres “continua a ser uma emergência”.   

“Aprovamos regulamentos, liberamos fundos, fizemos comparações: a violência contra as mulheres continua a ser uma emergência.   

Trabalhamos por um avanço cultural que começa com os jovens.   

Amanhã vou falar sobre isso em uma escola em Roma”, escreveu Conte em suas redes sociais.(ANSA)