Mundo

Itália registra queda em educação, aponta relatório da OCDE

ROMA, 3 DEZ (ANSA) – Os alunos italianos registraram uma queda em seu desempenho em leitura, matemática e em ciência, conforme revelado no principal ranking de educação básica do mundo nesta terça-feira (3).   

A informação é de um estudo elaborado e conduzido pela Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE) baseado nos dados do Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa, na sigla em inglês) referentes a 2018.   

Em todos os tipos de educação, com exceção do treinamento profissional, há uma diminuição nas habilidades em comparação com os ciclos de 2000 – uma média de 26 pontos – e de 2009 – uma média de 20 pontos. Segundo a pesquisa, os estudantes da Itália tiveram 476 pontos em leitura, um resultado abaixo da média (487), classificando-se entre o 23º e o 29º lugar na lista. A pontuação não é diferente na Suíça, Letônia, Hungria, Lituânia, Islândia e Israel. As meninas italianas, no entanto, superam os meninos em 25 pontos na leitura. Já em matemática, os garotos atingiram 16 pontos a mais do que as meninas. A diferença é mais que o dobro da encontrada, em média, nos países da OCDE.   

Ao todo 11.785 estudantes italianos de 15 anos de idade de 550 escolas no total participaram do estudo. O exame é realizado a cada três anos e avalia o desempenho escolar de crianças e adolescentes em 79 países ou regiões. De acordo com os dados, um aluno italiano em cada quatro não atinge o nível básico de competência em matemática. Os estudantes obtiveram uma pontuação média de 487 contra 489 registrada na OCDE. O número foi semelhante ao de Portugal, Austrália, Luxemburgo, Espanha, Hungria e Estados Unidos. O estudo revela que 15% dos estudantes no norte da Itália são de baixo desempenho em matemática e mais de 30% no sul. Os estudantes do nordeste do país registraram uma pontuação de 515, enquanto que os do noroeste alcançaram 514 pontos, números melhores do que os alunos do centro (494), sul (458) e das ilhas do sul (445).   

Já em ciência 15 a 20% dos estudantes do norte da Itália e mais de 35% dos do sul são “de baixo desempenho”.   

Ranking – O país líder geral na avaliação é a China, representada pelas províncias de Pequim, Xangai, Jiangsu, Zhejiang, seguida por Cingapura, Macau, Hong Kong e Estônia. Completam o ranking dos 10 melhores Canadá, Finlândia, Irlanda, Coreia do Sul e Polônia.   

Já no quesito matemática, por exemplo, Cingapura, Macau, Hong Kong, Taipei (Taiwan), Japão e Coreia do Sul compõem, junto com os chineses, os sete primeiros colocados. Estônia, Holanda e Polônia completam as 10 primeiras posições.   

Em ciências, por sua vez, o top 5 é formado por China, Cingapura, Macau, Estônia e Japão. Finlândia, Coreia do Sul, Canadá, Hong Kong e Taipei aparecem na sequência. O Brasil não conseguiu registrar avanços significativos no desempenho dos estudantes. Apesar de ter um aumento da nota média, os alunos brasileiros continuam entre os últimos 10 colocados em matemática. Em leitura, o Brasil manteve sua posição de 2015, mas ainda continua atrás de mais de 50 nações, enquanto em ciência, o país caiu no ranking.   

Entre os países da América Latina, o Chile teve o melhor desempenho e a República Dominicana teve o pior desempenho. Já em relação às nações da América do Sul, a Argentina teve o pior resultado. (ANSA)